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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Cálculo da data provável do parto (DPP)
Vale a pena você lembrar ou aprender isso.
Quando da data da última menstruação (DUM) for conhecida bastar contar o número de semanas a partir do 1º dia da última menstruação a data provável do parto (DPP) que corresponde ao final da 40º semana.
A DPP pode ser facilmente calculado se usarmos a a regra de Naegele que consiste em somar 7 dias ao 1º dia da última menstruação e adicionar nove meses ao mês que ocorreu a última menstruação atentando para adequação do ano, isso é válido para os meses de Janeiro,Fevereiro e Março.Para os meses de Abril á Dezembro,soma-se sete dias ao primeiro dia da última menstruação e diminui-se 3 meses do mês que ocorreu a DUM.
Quando a Dum é desconhecida,mas se conhece o período do mês em que ela ocorreu:
Se o período foi no início,meio ou final do mês,considerar os dias 5,15 e 25 respectivamente e utilizar um dos métodos acima.
Quando a data e período da última menstruação são desconhecidos:
Medir a altura uterina e posicionar o valor na curva de crescimento uterino ( a idade gestacional e a data provável do parto serão aproximadas).Para confirmação solicitar o exame de ultrasonografia.
Cálculo de medicação
Segue algumas fórmulas básicas:
V
T.3 V= volume total T= tempo em horas que é multiplicado por 3 essa fórmula é usada para calcularmos o número de gotas por minuto.
V
T V= volume total T= tempo em horas essa fórmula é usada para calcular o numero de microgotas por minuto.
A fórmula acima também é semelhante para calcularmos ml/horas
ml
hs
Existem outras fórmulas mas vamos começar com essas três que são as mais simples.
Alguns exemplos:
1- Temos a seguinte prescrição:750ml de soro glicosado a 5%, 20 ml de NaCl a 20% e 5 ml de Kcl a 10% ev em 24 horas.Com quantas microgotas por minutos deve ser administrado esse soro?
1- Leia o enunciado com calma pelo menos 2 vezes veja o que ele diz e o que pede.
Se a resposta será dada em microgotas devemos usar a fórmula V
T
Lembrando que V é o volume total e o T tempo em horas sendo assim fica:
O volume total é: 750 ml de soro glicosado + 20 ml de Nacl + 5 ml de Kcl = 775 ml o tempo em horas corresponde há 24 horas agora substituímos na fórmula e pronto!
775
24 = A 32,2 mgts/min ( arredondamos para 32 já que o primeiro numero após a vírgula é menor que 5 se fosse maior arredondaríamos para 33 ok?).
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Exames laboratorias são exames que forneçem informações complementares ao exame clínico.Tem a finalidade de contribuir para o diagnóstico.
*Hemograma
Exame de sangue no qual apresenta o numéro de eritrócitos (hemácias) e os índices eritrocimétricos, o número de leucócitos, os valores percentuais dos vários tipos de leucócitos, o número de plaquetas e a velocidade de hemossedimentação .
A forma o tamanho e a coloração das hemácias também é avaliado.
Aletrações nas formas das hemácias:
-Macrocitose (grandes),
=Microcitose (pequenas),
-Esferocitose ( pequenas e esféricas),
-Ovalocitose (ovais)
-Arenadas(bordas irregulares).
Nota:Glóbulos vermelhos são células sem núcleo célular nem órganelas, também designadas por eritrócitos, hemácias ou células vermelhas,normalmente tem forma circular, com uma pequena depressão no centro,são flexíveis e circulam livremente através dos vasos sanguinéos.
Nota: A gestante tem anemia fisiológica, por isso toma ácido fólico.
Reticulocitose
Aumento dos reticulócitos ( hemácias jovens) na circulação sanguinéa.Pode ser causada por hemorragia crônica.
Nota: Quando existe grande perda de sangue o organismo libera hemácias jovens.
- Eritrograma ( série eritrocitária ou série vermelha)
Dosagem de hemoglobina (Hb)
Valor de referência:
37% a 47%.
Hemácia
Valor de referência:
4,0 a 5,4 milhões/mm3.
Leucograma ( série leucocitária ou série branca)
A proporção normal dos leucócitos no sange é de 4.500 a 10.000/mm3 de sangue.
Apresentam-se em vários tipos celulares:
*Neutrófilos: 1.845 a 7.500/mm3.
*Eosinófilos: 45 a 500/mm3.
*Basófilos: 0 a 100 mm3.
*Linfócitos: 900 a 4.500
*Monócitos: 180 1 1000/mm3.
Leucocitose: aumento do numéro de leucócitos,ocorre infecções.
Leucopenia:diminuição do número de leucócitos,ocorre insuficiência medular,por exemplo leucemia.
-Série Plaquetária ( ou trombócitos)
As plaquetas são fragmentos de células que auxiliam na coagulação sanguinéa.
Valor de referência:
150.000 a 450.000/mm3.
Plaquetose ou trombocitose: aumento no número de plaquetas.
Plaquetopenia ou trombocitopenia: diminuição do número de plaquetas.
Velocidade de hemossedimentação (VHS)
A velocidade da Hemossedimentação depende do volume dos glóbulos vermelhos e da composição química do plasma,especialmente das proteínas.
Hematócrito diminuido - A hemossedimentação é mais rápida.
Hematócrito aumentado- A hemossedimentação é mais lenta.
NotaVelocidade de hemossedimentação:
Princípio: quando o sangue venoso bem misturado é colocado num tubo vertical, os eritrócitos tendem a sedimentar no fundo. O comprimento da queda a contar do topo da coluna de eritrócitos num determinado intervalo é chamado VHS.
A variação normal no homem é de 1-5 mm/h e nas mulheres de 5-15 mm/h. Há aumento progressivo na velhice.
A VHS aumenta em um grande número de doenças inflamatórias sistêmicas e neoplásicas, e na gravidez.
Sendimentar: significa descer.É indicador da presença severa de reação inflamatória ou sistemica.Um valor alto indica algum tipo de inflamação,no entanto o valor não indica se a inflamação é crônica(longo prazo) ou aguda ( aparece de repente e com forte intensidade).
Como coletar o sangue
A amostra é colhida através de veopunção e colocada em um recipiente apropriado, de acordo com a natureza do exame, que pode ser um tubo de ensaio ou frasco com meio de cultura ou com anticoagulante.Em geral as coletas de sangue são feitas or profissionais do laboratório,que tem como rotina,todo o material necessário, conforme o tipo de exame ( muito raro aconteer isso em hospital público...rsrs).
Técnica de coleta
- Explicar ao paciente o que será feito,
-Separar o material necessário,
Bandeja com luvas,algodão e seringa de 5 a 10 ml e o recipiente conforme o exame solicitado, rotulando com exatidão colocando o nome completo,o n° do prontuário, o n° do leito, a data e a assinatura.
Lavar as mãos,identificar os frascos de coleta,calçar as luvas,espôr a área a ser puncionada,colocar o garrote cerca de 10 cm acima do local a ser puncionado,solicitar que o paciente feche a mão,certificar-se do local a ser puncionado,sentindo a veia com a parte ventral dos dedos,realizar a antissepsia do local com álcool a 70% introdduzir o bisel voltado para cima,puncionar,colher o sangue,retirar a agulha,pressionar levemente o local com algoldão,deixar o paciente em posição confortável,recolher todo o material,descartando em local adequado,retirar as luvas e lavar as mãos,registrar no prontuário o procedimento realizado.
Notas:
- Na hora de colocar o sangue no tubo o bisel deve encostar na parede do mesmo, para evitar a hemólise a quebra das hemácias e posterior alteração no resultado do exame.
-Normalmente, para a maioria dos exames de dosagem de bioquímica do sangue,este deve ser colhido pela manhã e em jejum,porque nessas condições sua composição química é mais uniforme.Pode haver alterações em muitos dos seus constituintes sanguinéos,como glicemia,colesterol e outros,se o paciente não estiver em jejum absoluto.
-Se for colher o sangue arterial deverá a agulha deve ser introduzida no ângulo de 90° e não devemos garrotear.
sábado, 1 de novembro de 2008
"Saudações amigos blogueiros"
Estou na fase final do meu curso mês que vem, encerra-se mais uma etapa na minha vida (18/12/08) montando meu TCC e com muitos assuntos interessantes pra postar aqui, espero sinceramente que posso continuar a colaborar com todos que amam e se dedicam a enfermagem assim como eu.
Desabafo:
Técnico de Enfermagem = cabeça pensante!!
Não é porque sou um profissional de nível médio que não preciso me aprimorar e buscar a cada dia adquirir conhecimentos, a importância do Técnico de Enfermagem vai muito além da realização de atividades mecânicas como : banho no leito,aferição de sinais vitais,administração de medicamentos...
Nós somos quem passa mais tempo ao lado do paciente e por isso somos quem na verdade presta uma assistência de enfermagem personalizada e individualizada, somos quem reconhece os primeiros sinais de perigo, então vamos lá,busquemos conhecimentos pra não que não nos tornemos apenas fazedores de tarefas, mas cabeças pensantes,usando esse conhecimento pra prestar uma assistência de enfermagem com excelência e humanitária.
sábado, 24 de maio de 2008
Relacionamento terapêutico no cuidado de enfermagem
Relacionamento terapêutico
É baseado na comunicação, não há possibilidade de haver o relacionamento terapêutico sem a comunicação, essa comunicação se apresenta de forma verbal e não-verbal a partir do momento em que o sujeito emite uma mensagem seja ela verbal ou não-verbal e há outro sujeito que interpreta essa mensagem podemos dizer que aí existe uma comunicação.
Podemos dizer que a comunicação é a base do relacionamento terapêutico.
Entretanto apesar de ser a base para o relacionamento terapêutico, ela não constituí em si mesma o relacionamento terapêutico, a comunicação não é sinônimo de relacionamento terapêutico é preciso acrescentar a essa comunicação algumas habilidades entre aqueles que emite mensagens e os que recebem a mensagem que no relacionamento terapêutico recebem o nome de ajudador e ajudado, é importante ressaltar que essas habilidades não são exclusivas dos profissionais da saúde, existem pessoas que já possuem pela própria SENSIBILIDADE pela forma de encarar a vida e de lidar com as outras pessoas, já possuem essas habilidades, entre os profissionais de saúde infelizmente também encontramos aqueles que não possuem qualquer habilidade.A partir do momento que o sujeito se dispõem ao outro através da comunicação e acredita nessa possibilidade essas habilidades podem ser treinadas.
O ajudador é convocado a assumir a sua responsabilidade no processo de ajuda e adquiri habilidade para lidar melhor com suas dificuldades, contribuindo para uma vida mais plena e satisfatória, ou seja, a abordagem terapêutica pressupõem uma postura ativa tanto do ajudador quanto do ajudado.Vejamos então algumas habilidades:
Habilidades do ajudador
* Atender - Comunicar disponibilidade e interrrese,
*Responder -Demostrar compreensão,
*Personalizar- Ajudar o outro a se responsabilizar pelo que está vivendo,
*orientar - Avaliar com o outro as alternativas.
Habilidades do ajudado
*Envolver-se - Disponibilidade para enfrentar seus problemas,
*Explorar - Avaliar a situação a qual está,
*Compreender - Estabelecer ligações de causa e efeito e estabelecer metas.
*Agir - Viabilizar as metas através de ações.
O relacionamento terapêutico no cuidado de enfermagem
As ações de enfermagem são pautadas no cuidado ao cliente.Podemos entender o cuidado como algo bastante abrangente que não se restringe apenas nas execuções TÉCNICAS, mas sim a tudo que leve esse sujeito, a aprender a fazer por si mesmo, assim a abordagem terapêutica faz parte do cuidado de enfermagem, nesse sentido podemos perceber que a abordagem terapêutica, contribui para:
*Adesão ao tratamento -No momento em que o cliente é chamado a participar ativamente e intensamente do seu processo de tratamento, se sente comprometido, dando o melhor de si, permanecendo empenhado inclusive em traçar metas para a sua vida, que evitem o adoecimento,.
*Recuperação - É claro que o relacionamento terapêutico irá contribuir para a sua recuperação, principalmente s ele se comprometer em cumprir suas metas para evitar o adoecimento.
*Qualidade na sobrevida - Mesmo que a morte seja inevitável o cliente pode se sentir melhor, mais amparado e menos sozinho, se puder compartilhar a sua dor e sofrimento nesse momento e irá permanecer vivo com mais dignidade.
sábado, 3 de maio de 2008
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Resumo do Estatuto do idoso!
Após sete anos tramitando no Congresso, o Estatuto do Idoso projeto apresentado pelo Senador Paulo Paim (PT-RS) foi aprovado em setembro de 2003 e sancionado pelo presidente da República no mês seguintes sendo composto por 118 artigos dispostos em sete títulos, amplia os direitos dos cidadãos com idade acima de 60 anos.Mais abrangen-
te que a Política Nacional do Idoso, lei de 1994 que dava garantias à terceira idade, o estatuto institui penas severas para quem desrespeitar ou abandonar cidadãos da terceira idade.
Em um país onde a população idosa é cada vez maior, tornam-se urgentes ações que garantam condições de vida digna e, muito, além disso, que assegurem a cidadania plena para um grupo que continua discriminado em vários setores da nossa sociedade.
Desenvolvimento
A seguir estamos destacando os pontos mais importantes do Estatuto do Idoso, e consequentemente as mudanças ocorridas depois da sua aprovação.
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º É instituído o Estatuto do Idoso, destinado a regular os direitos assegurados às pessoas com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos.
Art. 3. º É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.
Parágrafo único
A garantia de prioridade compreende:
• A preferência na formulação de políticas sociais,
• O privilégio para os idosos na destinação de recursos públicos,
• A viabilização de formas eficazes de convívio, ocupação e participação dos mais jovens com os idosos;
• A prioridade no atendimento público e privado;
• A manutenção do idoso com a sua própria família;
• O estabelecimento de mecanismos que esclareçam á população o que é envelhecimento.
Art. 6º Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento.
DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS
DO DIREITO À VIDA
Art. 9. º É obrigação do Estado, garantir à pessoa idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efetivação de políticas sociais públicas que permitam um envelhecimento saudável e em condições de dignidade.
DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE.
Art. 10. É obrigação do Estado e da sociedade, assegurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dignidade, como pessoa humana e sujeito de direitos civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis.
§ 3º É dever de todos zelar pela dignidade do idoso, colocando-o a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
ALIMENTOS
Art. 14. Se o idoso ou seus familiares não possuírem condições econômicas de prover o seu sustento, impõe-se ao Poder Público esse provimento, no âmbito da assistência social.
DO DIREITO À SAÚDE
Art. 15 - O idoso tem atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS).
§ 2° Incumbe ao Poder Público fornecer aos idosos, gratuitamente, medicamentos, especialmente os de uso continuado, assim como próteses, órteses
e outros recursos relativos ao tratamento, habilitação ou reabilitação.
§ 3º Os planos de saúde não podem reajustar as mensalidades de acordo com o critério da idade.
A distribuição de remédios aos idosos, principalmente os de uso continuado (hipertensão, diabetes etc.), deve ser gratuita, assim como a de próteses e órteses.
Art. 16. O idoso internado ou em observação em qualquer unidade de saúde tem direito a acompanhante, pelo tempo determinado pelo profissional de saúde que o atende.
DA EDUCAÇÃO, CULTURA, ESPORTE E LAZER.
Art. 23 - Todo idoso tem direito a 50% de desconto em atividades de cultura, esporte e lazer.
DA PROFISSIONALIZAÇÃO E DO TRABALHO
Art. 27 - É proibida a discriminação por idade e a fixação de limite máximo de idade na contratação de empregados, sendo passível de punição quem o fizer.
Parágrafo único. O primeiro critério de desempate em concurso público será a idade, dando-se preferência ao de idade mais elevada.
Art. 28. O Poder Público criará e estimulará programas de:
Profissionalização para idosos e estimular projetos sócias voltados para maiores de 60 anos.
DA HABITAÇÃO
Art. 38. Nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos, o idoso goza de prioridade na aquisição de imóvel para moradia própria sendo uma das observações:
A reserva de 3% (três por cento) das unidades residenciais para atendimento aos idosos.
DOS TRANSPORTES COLETIVOS
Art. 39 - Os maiores de 65 anos têm direito ao transporte coletivo público gratuito. (Antes do estatuto, apenas algumas cidades garantiam esse benefício aos idosos, a car-
teira de identidade é o comprovante exigido).
Nos veículos de transporte coletivo é obrigatória a reserva de 10% dos assentos para os
idosos,com aviso legível.
Art. 40 - Nos transportes coletivos interestaduais, o estatuto garante a reserva de duas vagas gratuitas em cada veículo para idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos. Se o número de idosos excederem o previsto, eles devem ter 50% de desconto no valor da passagem, considerando-se sua renda.
DAS MEDIDAS DE PROTEÇÃO
Art. 43. As medidas de proteção ao idoso são aplicáveis sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei forem ameaçados ou violados:
I – por ação ou omissão da sociedade ou do Estado;
II – por falta, omissão ou abuso da família, curador ou entidade de atendimento;
III – em razão de sua condição pessoal.
DAS MEDIDAS ESPECÍFICAS DE PROTEÇÃO
Art. 44. As medidas de proteção ao idoso previstas nesta Lei poderão ser aplicadas, isolada ou cumulativamente, e levarão em conta os fins sociais a que se destinam e o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Ministério Público ou o Poder Judiciário, a requerimento daquele, poderá determinar, dentre outras, as seguintes medidas:
• Requisição para tratamento de sua saúde, em regime ambulatorial, hospitalar ou domiciliar;
• Abrigo em entidade;
• Abrigo temporário.
DA POLÍTICA DE ATENDIMENTO AO IDOSO
Art. 47. São linhas de ação da política de atendimento.
• Serviços especiais de prevenção e atendimento às vítimas de negligência, maus-tratos, exploração, abuso, crueldade e opressão;
• Serviço de identificação e localização de parentes ou responsáveis por idosos abandonados em hospitais e instituições de longa permanência.
DAS ENTIDADES DE ATENDIMENTO AO IDOSO
Art. 50 - Algumas das obrigações das entidades de atendimento são:
• Fornecer vestuário adequado se for pública, e alimentação suficiente;
• Oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade.
Art. 49. Uns dos princípios que as entidades que desenvolvam programas de institucionalização de longa permanência deverão adotar é a preservação dos vínculos familiares.
FISCALIZAÇÃO DAS ENTIDADES DE ATENDIMENTO
Art.52 A fiscalização dessas instituições fica a cargo do Conselho Municipal do Idoso de cada cidade, da Vigilância Sanitária e do Ministério Público.
DAS INFRAÇÕES ADMINISTRATIVAS
Art. 57. Deixar o profissional de saúde ou o responsável por estabelecimento de saúde ou instituição de longa permanência de comunicar à autoridade competente os casos de crimes contra idoso de que tiver conhecimento:
Pena – multa de R$ 500,00 (quinhentos reais) a R$ 3.000,00 (três mil reais), aplicada em dobro no caso de reincidência.
APURAÇÃO JUDICIAL DE IRREGULARIDADES EM ENTIDADE DE
ATENDIMENTO
Art. 66 O dirigente de instituição de atendimento ao idoso responde civil e criminalmente pelos atos praticados contra o idoso.
DO ACESSO À JUSTIÇA
Art. 70. O Poder Público poderá criar varas especializadas e exclusivas dos idosos.
Art. 71. É assegurada prioridade na tramitação dos processos e procedimentos e na execução dos atos e diligências judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos, em qualquer instância.
§ 2° A prioridade não cessará com a morte do beneficiado, estendendo-se em favor do cônjuge supérstite, companheiro ou companheira, com união estável, maior de 60 (sessenta) anos.
DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Art. 74. Entre as competências do Ministério Público estão:
• Zelar pelo efetivo respeito aos direitos e garantias legais
• Assegurados ao idoso, promovendo as medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis.
Art. 81. Para as ações cíveis fundadas em interesses difusos, coletivos, individuais indisponíveis ou homogêneos, consideram-se legitimados,
O ministério público, a união, os estados, o distrito federal, os municípios e a OAB (Ordem de advogados do Brasil) se tornam representantes legais dos idosos em todas as pendências jurídicas.
DOS CRIMES EM ESPÉCIE
Nenhum idoso poderá ser objeto de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão.
Art. 96 - Quem discriminar o idoso, impedindo ou dificultando seu acesso a operações bancárias, aos meios de transporte ou a qualquer outro meio de exercer sua cidadania pode ser condenado e a pena varia de seis meses a um ano de reclusão, além de multa.
Art. 98 - Famílias que abandonem o idoso em hospitais e casas de saúde, sem dar respaldo para suas necessidades básicas, podem ser condenadas a penas de seis meses a três anos de detenção e multa.
Art. 99- Para os casos de idosos submetidos a condições desumanas, privados da alimentação e de cuidados indispensáveis, a pena para os responsáveis é de dois meses a um ano de prisão, além de multa. Se houver a morte do idoso, a punição será de 4 a 12 anos de reclusão.
Art. 104 Qualquer pessoa que se aproprie ou desvie bens, cartão magnético (de conta bancária ou de crédito), pensão ou qualquer rendimento do idoso é passível de condenação, com pena que varia de um a quatro anos de prisão, além de multa.
Conclusão
Sabemos que o maior legado que podemos deixar para as gerações que estão se constituindo é a educação voltada para o respeito aos direitos humanos. Só é possível uma harmonia que escapa da violência, dos maus-tratos na infância e na velhice, dos salários indignos,das piores condições de sobrevivência, do sofrimento e do abandono social quando existir o respeito e a valorização do outro, da natureza e da humanidade. Diz o provérbio chinês: “Aquele que garante o bem-estar dos outros garante o próprio”.
A velhice deve ser considerada como a idade da vivência e da experiência, que jamais devem ser desperdiçadas. O futuro será formado por uma legião de indivíduos mais velhos e se não estivermos conscientes das transformações e preparados para enfrentar esta nova realidade, estaremos fadados a viver em uma civilização solitária e totalmente deficiente de direitos e garantias na terceira idade. O Estatuto do Idoso é a concretização de um sonho para milhões de idosos que vivem na miséria e no abandono.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Transtornos de Personalidade
Personalidade é definida pela totalidade dos traços emocionais e de comportamento de um indivíduo (caráter), pode - se dizer que é o jeito de ser de uma pessoa, o modo de sentir as emoções e a forma de agir.Para se falar de transtornos de personalidade é preciso entender o que vem a ser um traço de personalidade, o traço é um aspecto do comportamento duradouro da pessoa; é a sua tendência à sociabilidade ou ao isolamento; à desconfiança ou à confiança nos outros. Enquanto o normal seria a pessoa ser "um pouco de tudo", ou seja, ter um pouco de cada característica humana sem prevalecer patologicamente nenhuma delas.
Um transtorno de personalidade aparece quando esses traços são muitos inflexíveis e mal ajustados, ou seja, prejudica a adaptação do indivíduo as situações que enfrenta, esses transtornos geram pouco sofrimento ao portador, mas perturbam muito seus relacionamentos com as outras pessoas, caracterizam pessoas que não têm uma maneira absolutamente normal de viver (do ponto de vista estatístico e comparando com a média das outras pessoas) mas não chegam a preencher os critérios para um transtorno mental franco.
Geralmente aparecem no início da idade adulta e se tornam crônicos se não forem tratados. Existem múltiplas causas para esses transtornos, mas geralmente estão relacionados com vivências infantis e as da adolescência.
Desenvolvimento
Existem vários tipos de transtornos de personalidade:
Transtorno de Personalidade Anti-Social
Caracteriza-se pelo padrão social de comportamento irresponsável, explorador e insensível constatado pela ausência de remorsos. Essas pessoas não se ajustam às leis do Estado simplesmente por não quererem, riem-se delas, freqüentemente têm problemas legais e criminais por isso. Mesmo assim não se ajustam. Freqüentemente manipulam os outros em proveito próprio, dificilmente mantêm um emprego ou um casamento por muito tempo.
Aspectos essenciais:
Insensibilidade aos sentimentos alheios
• Atitude aberta de desrespeito por normas, regras e obrigações sociais de forma persistente. Estabelece relacionamentos com facilidade, principalmente quando é do seu interesse, mas dificilmente é capaz de mantê-los. Baixa tolerância à frustração e facilmente explode em atitudes agressivas e violentas. Incapacidade de assumir a culpa do que fez de errado, ou de aprender com as punições. Tendência a culpar os outros ou defender-se com raciocínios lógicos, porém improváveis.
Transtorno de personalidade Narcisista
Caracterizam-se por possuírem um senso de superioridade e uma crença exagerada em seu próprio valor ou importância, a qual os psiquiatras denominam “grandiosidade”.
• Extremamente sensível ao fracasso, à derrota ou à crítica e, quando confrontado a um fracasso para comprovar a alta opinião de si mesmo, ele pode tornar-se irado ou profundamente deprimido.Os indivíduos com este transtorno acreditam ter necessidades especiais, que estão além do entendimento das pessoas comuns. Sua própria auto-estima é amplificada pelo valor idealizado que atribuem àqueles a quem se associam.Geralmente exigem admiração excessiva. Sua auto-estima é muito frágil. Eles podem preocupar-se com o modo como estão se saindo e no quanto são considerados pelos outros. Isto freqüentemente assume a forma de uma necessidade de constante atenção e admiração.
Transtorno de Personalidade Paranóide
Caracteriza-se pela tendência à desconfiança de estar sendo explorado, passado para trás ou traído, mesmo que não haja motivos razoáveis para pensar assim. A expressividade afetiva é restrita e modulada, sendo considerado por muitos como um indivíduo frio. A hostilidade, irritabilidade e ansiedade são sentimentos freqüentes entre os paranóide. O paranóide dificilmente ri de si mesmo ou de seus defeitos, ao contrário ofende-se intensamente, geralmente por toda a vida quando alguém lhe aponta algum defeito.
Aspectos essenciais
• Excessiva sensibilidade em ser desprezado. Tendência a guardar rancores recusando-se a perdoar insultos, injúrias ou injustiças cometidas. Interpretações errôneas de atitudes neutras ou amistosas de outras pessoas, tendo respostas hostis ou desdenhosas. Tendência a distorcer e interpretar maléficamente os atos dos outros. Combativo e obstinado senso de direitos pessoais em desproporção à situação real. Repetidas suspeitas injustificadas relativas à fidelidade do parceiro conjugal. Tendência a se autovalorizar excessivamente. Preocupações com fofocas, intrigas e conspirações infundadas a partir dos acontecimentos circundantes.
Transtorno de Personalidade Esquizóide
Caracteriza-se primariamente pela dificuldade de formar relações pessoais ou de expressar as emoções. A indiferença é o aspecto básico, assim como o isolamento e o distanciamento sociais. A fraca expressividade emocional significa que estas pessoas não se perturbam com elogios ou críticas. Aquilo que na maioria das vezes desperta prazer nas pessoas, não diz nada a estas pessoas, como o sucesso no trabalho, no estudo ou uma conquista afetiva (namoro). Esses casos não devem ser confundidos com distimia.
Aspectos essenciais
• Poucas ou nenhumas atividades produzem prazer. Frieza emocional, afetividade distante. Capacidade limitada de expressar sentimentos calorosos, ternos ou de raiva para como os outros. Indiferença a elogios ou críticas. Pouco interesse em ter relações sexuais. Preferência quase invariável por atividades solitárias. Tendência a voltar para sua vida introspectiva e fantasias pessoais. Falta de amigos íntimos e do interesse de fazer tais amizades. Insensibilidade a normas sociais predominantes como uma atitude respeitosa para com idosos ou àqueles que perderam uma pessoa querida recentemente
Transtorno de Personalidade Ansiosa (evitação)
Caracteriza-se pelo padrão de comportamento inibido e ansioso com auto-estima baixa. É um sujeito hipersensível a críticas e rejeições, apreensivo e desconfiado, com dificuldades sociais. É tímido e sente-se desconfortável em ambientes sociais. Tem medos infundados de agir tolamente perante os outros.
Aspectos essenciais
• *É facilmente ferido por críticas e desaprovações. Não costuma ter amigos íntimos além dos parentes mais próximos. Só aceita um relacionamento quando tem certeza de que é querido. Evita atividades sociais ou profissionais onde o contato com outras pessoas seja intenso, mesmo que venha a ter benefícios com isso. Experimenta sentimentos de tensão e apreensão enquanto estiver exposto socialmente. Exagera nas dificuldades, nos perigos envolvidos em atividades comuns, porém fora de sua rotina. Por exemplo, cancela encontros sociais porque acha que antes de chegar lá já estará muito cansado.
Transtorno de Personalidade Histriônica
Caracteriza-se pela tendência a ser dramático, buscar as atenções para si mesmo, ser um eterno "carente afetivo", comportamento sedutor e manipulador, exibicionista, fútil, exigente e lábil (que muda facilmente de atitude e de emoções).
Aspectos essenciais :
• Busca freqüentemente elogios, aprovações e reafirmações dos outros em relação ao que faz ou pensa. Comportamento e aparência sedutores sexualmente, de forma inadequada. Abertamente preocupada com a aparência e atratividade físicas. Expressa as emoções com exagero inadequado, como ardor excessivo no trato com desconhecidos, acessos de raiva incontrolável, choro convulsivo em situações de pouco importância. Sente-se desconfortável nas situações onde não é o centro das atenções. Suas emoções apesar de intensamente expressadas são superficiais e mudam facilmente. É imediatista, tem baixa tolerância a adiamentos e atrasos. Estilo de conversa superficial e vago, tendo dificuldades de detalhar o que pensa.
Transtorno de Personalidade Dependente
Caracterizam-se pelo excessivo grau de dependência e confiança nos outros. Estas pessoas precisam de outras para se apoiar emocionalmente e sentirem-se seguras. Permitem que os outros tomem decisões importantes a respeito de si mesmas. Sentem-se desamparadas quando sozinhas. Resignam-se e submetem-se com facilidade, chegando mesmo a tolerar maus tratos pelos outros. Quando postas em situação de comando e decisão essas pessoas não obtêm bons resultados, não superam seus limites.
Aspectos essenciais
É incapaz de tomar decisões do dia-a-dia sem uma excessiva quantidade de conselhos ou reafirmações de outras pessoas.
• Permite que outras pessoas decidam aspectos importantes de sua vida como onde morar, que profissão exercer. Submete suas próprias necessidades aos outros. Evita fazer exigências ainda que em seu direito. Sente-se desamparado quando sozinho, por medos infundados. Medo de ser abandonado por quem possui relacionamento íntimo. Facilmente é ferido por crítica ou desaprovação.
Transtorno de Personalidade Obsessiva (anancástica)
Caracteriza-se pela tendência ao perfeccionismo, comportamento rigoroso e disciplinado consigo e exigente com os outros. Emocionalmente frio. É uma pessoa formal, intelectualizada, detalhista. Essas pessoas tendem a ser devotadas ao trabalho em detrimento da família e amigos, com quem costuma ser reservado, dominador e inflexível. Dificilmente está satisfeito com seu próprio desempenho, achando que deve melhorar sempre mais. Seu perfeccionismo o faz uma pessoa indecisa e cheia de duvídas.
Aspectos essenciais :
• O perfeccionismo pode atrapalhar no cumprimento das tarefas, porque muitas vezes detém-se nos detalhes enquanto atrasa o essencial. Insistência em que as pessoas façam as coisas a seu modo ou querer fazer tudo por achar que os outros farão errado. Excessiva devoção ao trabalho em detrimento das atividades de lazer. Expressividade afetiva fria. Comportamento rígido (não se acomoda ao comportamento dos outros) e insistência irracional (teimosia). Excessivo apego a normas sociais em ocasiões de formalidade. Relutância em desfazer-se de objetos por achar que serão úteis algum dia (mesmo sem valor sentimental) Indecisão prejudicando seu próprio trabalho ou estudo. Excessivamente consciencioso e escrupuloso em relação às normas sociais.
Transtorno de Personalidade Borderline (Limítrofe)
Caracteriza-se por um padrão de relacionamento emocional intenso, porém confuso e desorganizado. A instabilidade das emoções é o traço marcante deste transtorno, que se apresenta por flutuações rápidas e variações no estado de humor de um momento para outro sem justificativa real. Essas pessoas reconhecem sua labilidade emocional, mas para tentar encobri-la justificam-nas geralmente com argumentos implausíveis. Seu comportamento impulsivo freqüentemente é autodestrutivo. Estes pacientes não possuem claramente uma identidade de si mesmos, com um projeto de vida ou uma escala de valores duradoura, até mesmo quanto à própria sexualidade. A instabilidade é tão intensa que acaba incomodando o próprio paciente que em dados momentos rejeita a si mesmo, por isso a insatisfação pessoal é constante.
Aspectos essenciais
• Padrão de relacionamento instável variando rapidamente entre ter um grande apreço por certa pessoa para logo depois desprezá-la. Comportamento impulsivo inicialmente quanto a gastos financeiros, sexual, abuso de substâncias psicoativas, pequenos furtos, dirigir irresponsavelmente. Rápida variação das emoções, passando de um estado de irritação para angustiado e depois para depressão (não necessariamente nesta ordem). Sentimento de raiva freqüente e falta de controle desses sentimentos chegando a lutas corporais. Comportamento suicida ou auto-mutilante Sentimentos persistentes de vazio e tédio. Dúvidas a respeito de si mesmo, de sua identidade como pessoa, de seu comportamento sexual, de sua carreira profissional.
Diagnóstico
O médico baseia o diagnóstico de um distúrbio da personalidade na expressão de tipos de comportamento ou de pensamentos inadequados do indivíduo. Esses comportamentos tendem a manifestar-se porque o indivíduo resiste de maneira tenaz a mudá-los apesar de suas conseqüências inadequadas. Além disso, é provável que o médico perceba o uso inadequado dos mecanismos de enfrentamento, freqüentemente denominados mecanismos de defesa. Embora todos utilizem inconscientemente mecanismos de defesa, os indivíduos com distúrbios da personalidade os usam de forma inadequada ou imatura.
Conclusão
Tratamento
Embora os tratamentos variem de acordo com o tipo de distúrbio da personalidade, alguns princípios gerais podem ser aplicados a todos. Como a maioria dos indivíduos com distúrbio da personalidade não sente necessidade de tratamento, a motivação freqüentemente é originária de uma outra pessoa. O terapeuta destaca repetidamente as conseqüências indesejáveis dos padrões de pensamento e de comportamento do indivíduo, algumas vezes estabelece limites para o comportamento e confronta o indivíduo repetidamente com a realidade. O envolvimento familiar é muito útil e mesmo essencial, uma vez que a pressão do grupo pode ser eficaz.
Os indivíduos com um distúrbio da personalidade algumas vezes apresentam ansiedade e depressão, as quais eles esperam que sejam aliviadas com medicamentos. Entretanto, a ansiedade e a depressão decorrentes de um distúrbio da personalidade raramente são aliviados de modo satisfatório por medicamentos Além disso, a terapia medicamentosa freqüentemente é complicada pelo uso inadequado das medicações ou por tentativas de suicídio.A alteração de uma personalidade leva muito tempo. Nenhum tratamento a curto prazo pode ter êxito na cura de um distúrbio da personalidade, mas certas mudanças podem ser obtidas mais rapidamente que outras. As atitudes irresponsáveis, o isolamento social, a ausência de auto-afirmação ou as explosões temperamentais podem responder à terapia de modificação do comportamento. Contudo, a psicoterapia prolongada (terapia falada) com o objetivo de ajudar o indivíduo a compreender as causas de sua ansiedade e a identificar seu comportamento inadequado continua sendo a base da maioria dos tratamentos. Alguns distúrbios da personalidade, como os tipos narcisista e o obsessivo-compulsivo, podem ser mais bem tratados com a psicanálise. Outros, como os tipos anti-social e o paranóide, raramente respondem a qualquer tipo de terapia.
Bibliografia
Violência doméstica contra crianças e adolescentes!
A violência contra crianças e adolescentes é uma realidade dolorosa, responsável por altas taxas de mortalidade e de morbidade nessa faixa etária.
As experiências vividas na infância e na adolescência, positivas ou desfavoráveis, refletem-se na personalidade adulta. As dificuldades inevitáveis se tornam mais brandas quando enfrentadas com afeto e solidariedade. A violência gera sentimentos como o desamparo, o medo, a culpa ou a raiva,
que, não podendo ser manifestados, se transformam em comportamentos distorcidos, perpetuando-se por gerações seguidas.A violência Envolve a negligência por parte do adulto em cuidar do bem-estar da criança, como alimentação ou abrigo. Também comumente envolve agressões psicológicas como xingamentos ou palavras que causam danos psicológicos à criança, e/ou agressões de caráter físico como espancamento, queimaduras ou abuso sexual (que também causam danos psicológicos).
Causas
Os motivos são vários, entre elas, destacam-se o alcoolismo e o uso de drogas ilegais. Muitas vezes, os pais/cuidadores da criança são pobres e/ou possuem pouca educação, e podem tentar impedir o acesso da criança aos serviços médicos necessários, evitando a descoberta do abuso por parte dos médicos.Super-proteção dos pais em relação à criança é também uma forma abuso infantil, embora à primeira vista não o pareça, por possuir origens totalmente diferentes dos outros tipos de abuso.
Super-proteção
No caso de super-proteção familiar, os pais/cuidadores da criança muitas vezes são bem educados; o abuso neste caso é a super-proteção dado à criança, que a isola da sociedade. Motivos são vários, como alta criminalidade na região ou outro medo irracional dos pais. Este risco aumenta se a criança e a família vivem em lugares isolados como uma fazenda, por exemplo.
• Isolamento emocional
• Isolamento da criança em relação à sociedade
• Timidez acima do normal; poucos ou nenhum amigos
• Ótimo desempenho escolar nos primeiros anos escolares, com posterior queda na adolescência
• Ausência de contato olho-a-olho
• Agressividade dirigida principalmente (ou apenas) contra pais/cuidadores.
• Dificuldades de fala e linguagem
• Medo de novas relações
• Falta de interesse sexual
• Incapacidade de cuidar-se de si mesmo(a)
• Raramente vai a lugares públicos, com a possível exceção da escola.
Violência doméstica física
Corresponde ao emprego de força física no processo disciplinador de uma criança ou adolescente por parte de seus pais (ou quem exercer tal papel no âmbito familiar como, por exemplo, pais adotivos, padrastos, madrastas).
Atos violentos como: uma simples palmada no bumbum até agressões com armas brancas e de fogo, com instrumentos (pau, barra de ferro, taco de bilhar, tamancos etc.) e imposição de queimaduras, socos, pontapés.
Atualmente há legislações que proíbem o emprego de punição corporal, em todas as suas modalidades, na relação pais-filhos .
Violência doméstica psicológica
A violência psicológica também designada como "tortura psicológica", ocorre quando o adulto constantemente deprecia a criança, bloqueia seus esforços de auto-aceitação, causando-lhe grande sofrimento mental. Ameaças de abandono também podem tornar uma criança medrosa e ansiosa, representando formas de sofrimento psicológico.
Pode se manifestar como:
• Isolamento emocional
• Dificuldades de fala ou linguagem
• Ausência de contato olho-a-olho
• Medo (real ou aparente) da vítima em relação ao agressor(es)
Violência psicológica – constitui toda forma de rejeição, depreciação, discriminação, desrespeito, cobranças exageradas, punições humilhantes e utilização da criança ou do adolescente para atender às necessidades psíquicas dos adultos. Todas essas formas de VIOLÊNCIA
psicológicos causam danos ao desenvolvimento e ao crescimento biopsicossocial da criança e do adolescente, podendo provocar efeitos muito deletérios na formação de sua personalidade e na sua forma de encarar a vida. Pela falta de materialidade do ato que atinge,
sobretudo, o campo emocional e espiritual da vítima e pela falta de evidências imediatas de maus-tratos, este tipo de violência é dos mais difíceis de ser identificado. No entanto, o olhar
arguto e sensível do profissional e da equipe de saúde pode percebê-lo, freqüentemente,
articulado aos demais tipos de violência.
Violência sexual
Configura-se a violência sexual doméstica como todo ato ou jogo sexual, relação hetero ou homossexual, entre um ou mais adultos e uma criança ou adolescente, tendo por finalidade estimular sexualmente esta criança ou adolescente, ou utilizá-la para obter uma estimulação sexual sobre sua pessoa ou de outra pessoa. Ressalte-se que em ocorrências desse tipo, a criança é sempre vítima e não poderá ser transformada em ré. A intenção do processo de Violência Sexual é sempre o prazer (direto ou indireto) do adulto, sendo que o mecanismo que possibilita a participação da criança é a coerção exercida pelo adulto, coerção esta que tem raízes no padrão adultocêntrico de relações adulto-criança vigente em nossa sociedade... a Violência Sexual Doméstica é uma forma de erosão da infância.
Esses atos pode variar desde atos em que não se produz o contato sexual (voyerismo, exibicionismo,
produção de fotos), até diferentes tipos de ações que incluem contato sexual sem ou com
penetração. Engloba ainda a situação de exploração sexual visando lucros como é o caso da prostituição e da pornografia.
Negligência
A negligência consiste uma omissão em termos de prover as necessidades físicas e emocionais e uma criança ou adolescente. Configura-se quando os pais (ou responsáveis) falham em termos de alimentar, de vestir adequadamente seus filhos, de prover educação e supervisão adequadas, e quando tal falha não é o resultado das condições de vida além do seu controle. A Negligência pode se apresentar como moderada ou severa. Nas residências em que os pais negligenciam severamente os filhos, observa-se, de modo geral, que os alimentos nunca são providenciados, não há rotinas na habitação e para as crianças, não há roupas limpas, o ambiente físico é muito sujo com lixo espalhado por todos os lados, as crianças são muitas vezes deixadas sós por diversos dias. A literatura registra entre esses pais, um consumo elevado de drogas, de álcool, uma presença significativa de desordens severas de personalidade. Recentemente, o termo vem sendo ampliado para incorporar a chamada supervisão perigosa.
Por causa da situação de miséria e de extrema pobreza em que muitas famílias vivem no Brasil, grande parte delas chefiada por mulheres que precisam trabalhar fora de casa para garantir a sobrevivência dos filhos, a identificação da negligência freqüentemente é um ato de difícil discernimento. Principalmente quando o profissional ou a equipe de saúde se depara com o
questionamento da existência de intencionalidade numa situação objetiva de negligência. Alguns autores refletem que uma boa referência é comparar os recursos que aquela família dispõe para suas crianças com os recursos oferecidos por outras famílias de mesmo estrato social. Outros estudiosos sugerem a comparação dos tratos dispensados a cada filho, buscando identificar algum tratamento especialmente desigual. No entanto, independente da culpabilidade dos pais ou dos responsáveis pelos cuidados da vítima, é necessária a notificação e a tomada de decisão a favor da proteção desse menino ou dessa menina que está sofrendo a situação de desamparo.
Violência Doméstica Fatal
A violência fatal é aquela praticada em família contra filhos ou filhas, crianças e/ou adolescentes, cuja conseqüência acaba sendo a morte destes.
Hoje, as violências e os acidentes juntos constituem a segunda causa de óbitos no quadro da mortalidade geral brasileira. Inclusive nas idades de 1 a 9 anos, 25% das mortes são devidas a essas causas. E de 5 a 19 anos é a primeira causa entre todas as mortes ocorridas nessas faixas etárias. Ou seja, a gravidade desse problema atinge toda a infância e adolescência. E as lesões e traumas físicos, sexuais e emocionais que sofrem, embora nem sempre sejam fatais, deixam seqüelas em seus corpos e mentes por toda a vida.
Além das citadas, há outras síndromes especificadas como maus-tratos – é o caso, por exemplo, da síndrome de Munchausen por procuração – definida pelos médicos que a estudaram, como a situação na qual a criança é trazida para cuidados médicos, mas os sintomas e sinais que apresenta são inventados ou provocados por seus pais ou por seus responsáveis.
Esses adultos acabam então, por meio de uma patologia relacional, vitimando a criança, impingindo-lhe sofrimentos físicos como, por exemplo, fazendo exigências de exames complementares desnecessários, uso de medicamentos, ingestão forçada de substâncias, entre outros, e também provocando-lhe danos psicológicos, como é o caso da multiplicação de consultas e internações
sem motivo clínico por parte da vítima.
NOTIFICAÇÃO COMO INSTRUMENTO DE PREVENÇÃO AOS MAUS-TRATOS E PROMOÇÃO DE PROTEÇÃO.
Segundo o ECA em seu artigo 13, conforme já mencionado na introdução, os casos de suspeita ou confirmação de maus-tratos devem ser obrigatoriamente comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva localidade de moradia da vítima.
A notificação cabe a qualquer cidadão que é testemunha ou tome conhecimento e tenha provas de violações dos direitos de crianças e adolescentes. Ela pode ser feita até mesmo de forma anônima aos
vários serviços de proteção da infância e da juventude mais próximos como os SOS, Disque-Denúncia, e tantas outras organizações criadas para essa finalidade. A elas caberá sempre repassar tais informações aos Conselhos Tutelares mais próximos à residência da vítima.
O artigo 245 do ECA define como infração administrativa a não comunicação de tais eventos, pelos médicos, professores ou responsável por estabelecimento de atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, à autoridade competente, sujeita à multa de três a vinte salários de referência.
O ato de notificar inicia um processo que visa a interromper as atitudes e comportamentos violentos no âmbito da família e por parte de qualquer agressor. A notificação não é e nem vale como denúncia policial. O profissional de saúde ou qualquer outra pessoa que informa uma situação de maus-tratos está dizendo ao Conselho Tutelar: “esta criança ou este adolescente e sua
família precisam de ajuda!”.
Ao Conselho Tutelar cabe receber a notificação, analisar a procedência de cada caso e chamar a família ou qualquer outro agressor para esclarecer, ou ir in loco verificar o ocorrido com a vítima. Os pais ou responsáveis (familiares ou institucionais), a não ser em casos excepcionais em que essa
parceria se torne inconveniente, devem ser convidados a pensar juntamente com os conselheiros, a melhor maneira de encaminhar soluções, sempre a favor da criança ou o do adolescente. Apenas em
casos mais graves que configurem crimes ou iminência de danos maiores à vítima, o Conselho Tutelar deverá levar a situação ao conhecimento da autoridade judiciária e ao Ministério Público ou, quando
couber, solicitar a abertura de processo policial. O trabalho do Conselho é especificamente garantir os direitos da criança e do adolescente, realizando os procedimentos necessários para isso.
Como fazer a notificação
Quando da suspeita de vitimização, é obrigação legal – estabelecida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) – a notificação do caso. A suspeita deve estar o mais embasada possível, com a realização de anamnese adequada, exame físico completo, exames complementares necessários, bem como, se possível, avaliações dos diferentes profissionais da equipe multidisciplinar e multiprofissional. A obrigatoriedade de notificação é intransferível e o não seguimento de tal determinação pode conduzir o profissional a uma ação criminal.Existe uma ficha padronizada que deverá ser preenchida quando do atendimento de crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos. Nos casos em que não esteja disponível, sugere-se que a equipe faça um relatório escrito, o mais detalhado possível. O encaminhamento poderá ser feito por telefone, fax ou pessoalmente aos órgãos responsáveis: Conselhos Tutelares ,Varas da infância e juventude,promotorias de Justiça da infância e da Juventude,Ministério Público,Defensoria Pública, Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente, Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, Secretarias de Saúde, Secretarias de Desenvolvimento Social, ONGs e “disque-denúncias”.
Módulo do Yahoo resposta!
domingo, 17 de fevereiro de 2008
sábado, 2 de fevereiro de 2008
De quem a enfermagem cuida, do cliente ou do paciente?
Muitas vezes, durante a apresentação de palestras, conferências, atividades acadêmicas, tais como; apresentação de trabalhos científicos, de dissertações de mestrado e teses de doutorado, ou até mesmo em conversas informais entre os pro- fissionais que compõem a equipe de enfermagem, ouço a seguinte pergunta quando a referência é voltada para aquele ser humano que é alvo dos nossos cuidados. Ele é paciente ou cliente?
Quase sempre, a narrativa se desenvolve utilizando o termo “paciente”, sendo logo a seguir, corrigida para o termo “cliente”, como se o termo “paciente” não soasse bem aos ouvidos da platéia.
Consideração à parte, eu confesso que sempre usei, de uma forma geral, a palavra “paciente” para me referir àquele de quem cuidava, pois, de forma específica, sempre que possível, tratava-o pelo nome, nem que para isso fosse preciso consultar o prontuário, no caso de ainda não conhecê-lo, quando da sua entrada na emergência e/ou no centro cirúrgico.
Porém, a título de uma assistência holística, na qual todos os aspectos daquele que cuidamos devem ser observados, inclusive a sua vontade e a sua cidadania, começou-se a discutir nos meios acadêmicos, se o termo “paciente” seria o mais adequado para se referir àquela pessoa que estava sendo alvo do nosso cuidado.
Dizem uns; o termo “paciente” tem uma conotação de passividade, de dependência, ao passo que o termo “cliente”, confere a ele, uma característica de independência, de autonomia.
Sendo assim, após observar esses pontos de vista, sempre que usava o termo “paciente”, comecei a me sentir culpada, mas, não convencida de que estava criando uma pseudo dependência, pois não era assim que entendia.
Porém, não conseguia explicar, nem, a minha relutância em aceitar o termo cliente, nem, a minha opção pelo termo paciente, que eu considerava um termo isento de qualquer conotação que não fosse aquela que eu pretendia dar; qual seja a de me referir à pessoa que estava sob os meus cuidados.
Bem, numa manhã, ao ouvir um programa intitulado “Mundo Corporativo”, apresentado pelo comentarista Max Gehringer, pude observar como um programa, que a princípio nada tem a ver com a enfermagem, me dava a resposta que precisava, para poder entender uma dúvida que há muito tempo me acompanhava.
O comentarista acima citado, durante a sua narrativa, como sempre, leva o ouvinte, pelo método indutivo, a perceber “pequenos” detalhes, que ao final dela, fazem grandes diferenças.
A crônica aludia ao fato de que não ter paciência poderia não ser um defeito, e não tinha nada a ver com a enfermagem, volto a repetir, pois era centrada no processo da entrevista, etapa pela qual os candidatos a um emprego se submetem para serem admitidos nas empresas.
Porém, no meio da narrativa, uma informação me chamou a atenção. Segundo ele, a palavra “paciente” deriva do vocábulo “pathos”, do qual derivou a palavra patologia, o estudo das doenças humanas, e quando o médico se refere ao “paciente”, não quer dizer que essa pessoa ficou à espera de uma consulta, pacientemente, não, quer dizer que ele é, simplesmente, um doente.
Ao consultar o dicionário da Academia Brasileira de Letras, entre outros significados, o vocábulo “paciente”, refere-se a “quem padece”, “quem suporta resignadamente”, mas também quer dizer, “doente”, simplesmente.
Por outro lado, o significado de “cliente”, entre outros, no mesmo dicionário, refere-se àquela pessoa que consulta habitualmente os profissionais de saúde, sem nenhuma alusão àquele que, de alguma forma, depende de um cuidado, mas sim de uma consulta.
Voltando ao impasse, se a referência deve ser “cliente” ou “paciente”, em que pese o fato de muitas vezes o “paciente” ter que ser “tolerante”, para esperar a sua vez de ser atendido nos serviços públicos, confesso que, determinantemente, e sem qualquer culpa, continuarei a usar o vocábulo “paciente”, para me referir àquele de quem cuido. Ademais, se considerar que Florence Nightingale referia-se a quem cuidava, por “doente” ou “enfermo”.
Contudo, pude perceber que a discussão sobre a terminologia a ser adotada parte sempre de quem vai prestar o cuidado, e não daquele que é alvo dele. Nunca ouvi uma pesquisa a respeito da opinião do paciente, não seria interessante ouvi-lo? Será que não estamos, nós, profissionais de saúde, inferindo aquilo que o paciente possa estar sentindo ao ser tratado assim?
Considerar o “paciente” um doente, não deveria ter grandes implicações pré-conceituais, pois estar doente não denigre nenhum ser humano, só o torna mais frágil, e todos nós, seres humanos, somos passíveis de desequilíbrios nas mais diferentes esferas.
A meu ver, o pequeno detalhe que faz a grande diferença durante a realização dos cuidados de enfermagem, é a possibilidade que tem o profissional de se deter na fragilidade do momento pelo qual passa o seu paciente, para que, a partir disso, possa atendê-lo, respeitando toda a sua dignidade humana.Teoria x prática!
Teoria x prática!
Cheguei ao estágio pensando que apesar da situação nova, não encontraria muita dificuldade já que na parte teórica sempre me saía muito bem, aluna exemplar...Mas na prática me sentir muito perdida e triste diante das dificuldades a impressão que tive é que a teoria não me ajudava em nada, muitos colegas que em sala não tinha um bom desempenho no estágio davam um banho, pensei perdi todo o meu tempo estudando noites, fins de semana, em quantos passeios deixei de ir por "amor a enfermagem" e aqui estou eu mais perdida que qualquer outra pessoa da equipe... chorei um pouco, mas me mantive firme indo todos os dias.
Recentemente me lembrei de algo que um professor citava em sala "Aluno meu deve pensar e não simplesmente ser um fazedor de tarefas" acho que isso foi o que me consolou, é importante saber executar todos os procedimentos com habilidade e prática, mas é importante o profissional saber o que está fazendo e poder INTERAGIR com a equipe e assim contribuir com o bem-estar do paciente.
Exemplo: Havia lido que a diarréia é a intercorrência mais frequente em pacientes com dieta enteral um fato importante que deve ser comunicado a nutrição e devidamente registrado na evolução e percebi que não houve atenção a esse fato, então vi que a teoria é tão importante quanto a prática, embora a teoria não seja usada ao pé da letra e não poderia porque os pacientes não são robôs e sim pessoas e o profissional deve avaliar cada situação nunca esquecendo o mais importante aqui é a CLIENTE é a razão de ser da enfermagem!
Art. 28 - Respeitar o natural pudor, a privacidade e a intimidade do cliente.
Nossa na correria de uma enfermaria muitas vezes esqueçemos de colocar os biombos, nossa o paciente fica todo o tempo exposto ( alguns não reclamam por estarem inconscientes) mas acredito que devemos ter em mente isso:"Respeitar a privacidade e a intimidade do paciente embora internado, em cima de um leito de hospital, merece e tem o direito a ter a sua pivacidade respeitada!
Vivi uma situação no estágio, temos uma cliente que sempre alguma parente ( que está lá como acompanhante a auxilia no banho) ela muito educada sempre nso avisa:"Olha pode deixar minha sobrinha me dá banho" mas me mantive por perto segurando a toalha de banho e oferecendo auxílio, mas percebi que a paciente estava constrangida com a minha presença ali, então lembrei essa pessoa tem direito a sua PRIVACIDADE prontamente me retirei fiquei do lado de fora do banheiro e comuniquei a ambas se precisar de ajuda é só chamar.
Ética profissional em situação de morte e pós-morte!
Art. 32 - Respeitar o ser humano na situação de morte e pós-morte.
Terça- feira dia presenciei meu primeiro óbito, era uma paciente terminal na hora me lembrei da ética profissional, "Respeitar o ser humano após a morte" infelizmente presenciei coisas que me deixaram um pouco triste era uma experiência nova para todos, inclusive para mim já que eu estava dando banho na paciente quando ela parou, eu sei que algumas pessoas ficaram com medo, outras sensibilizadas com a morte da senhora.... mas aquele corpo embora sem vida precisa de respeito!
domingo, 13 de janeiro de 2008
“Resumo do Filme bicho de sete cabeças”
A reforma psiquiátrica e os manicômios
A reforma psiquiátrica atuou transformando valores entre eles os valores sociais, nesse filme bicho de sete cabeças, fica bem claro a atitude da sociedade, com qualquer pessoa que demonstra-se algum comportamento diferente, ou seja, que está fora daquilo que a mesma considera normal,Neto é considerado pelo pai como homossexual ( alusão essa feita pelo fato do personagem usar brinco) e viciado em drogas, por ter sido encontrado um cigarro de maconha nas suas coisas comportamentos esses suficientes para justificar a internação do rapaz num manicômio.Posteriormente, vemos a atitude preconceituosa da mãe do amigo do neto ao fazer-lhes uma visita após o período da sua primeira internação, onde o mesmo é convidado gentilmente pelo então amigo a nunca mais aparecer naquela casa. A internação foi feita de maneira involuntária, ou seja, ele foi encaminhado ao manicômio, sem nenhuma explicação, embora esse tipo de internação possa ser solicitada, segundo a lei do Deputado Paulo Delgado que iniciou a luta da reforma psiquiátrica no campo legislativo, essa lei diz que existem critérios para se conseguir a internação de uma pessoa num manicômio, entre eles está a inclusão de um laudo médico o que evita possíveis erros e constata a real necessidade do internamento, critérios esse que não foi observado no caso do Neto, que não teve nenhuma avaliação Médica, nenhum exame, nem mesmo a consulta clínica de um profissional, justificando a sua estada na instituição, no filme bastou a irmã do rapaz contatar alguns conhecidos influentes o bastante pra lhe prestar esse favor,instituição essa que o Médico só aparecia uma vez por semana e mostrava um total desprezo e descaso com as pessoas internadas, nem sequer parando para ouvi-los, mais uma vez o personagem clama por alguém que o ouça, enfim que o compreenda. O médico, autoridade absoluta e inquestionável até então saber psiquiátrico se mostra frio e indiferente ao tratar o paciente a enfermagem estes que estão ali pra proporcionar conforto e segurança ao paciente, mostra total negligencia ao decorrer do filme, , não há uma preocupação diária com a higiene, e com a privacidade dos pacientes, já que vemos no filme num dado momento pacientes nus no pátio, há o fornecimento ou faciltamento de cigarros já que vemos muitos internos fumando, ( inclusive a mãe do protagonista, aparece no ínicio do filme com um cigarro na mão).Esse hospital era totalmente baseado no modelo hospitalocênctrico, já que a sua assistência estava baseada na internação ou seja a exclusão do paciente da sociedade, O Neto, foi excluído do convívio da família, dos amigos, da escola, a assistência no contexto do filme e antes da reforma estava baseada apenas na instituição já que todo paciente com distúrbios psiquiátricos precisava de uma para se recuperar, nos quais alguns métodos desumanos são evidenciados no filme, que foi o alvo da construção da crítica a esse tipo de hospital, que usava medicamentos fortíssimos, onde muitos pacientes ficavam em estado vegetativo e sem pensamentos, produziam alucinações, compartilhada até pelo diretor da instituição que se valia dos remédios, pacientes são trancafiados á exemplos do personagem que é preso por dias seguidos num cubículo escuro e fétido pelo enfermeiro que o acha indisciplinado, muitos sofrem agressões físicas, além dos choques elétricos praticas comuns em tais ambientes.
Em uma ligação feita pelo diretor do manicômio vemos, outra denuncia da reforma psiquiátrica a mercantilização da loucura é dado um incentivo a instituição pelo número de pacientes existentes no local, e para tanto não há escrúpulos o diretor diz: “pegaremos qualquer mendigo e lotaremos isso aqui!” Não há nenhum instrumento que avalie a instituição e possa levá-la ao descrendenciamento (nos casos das irregulares) como atualmente existe o PNASH/PSIQUIARIA na época anterior a reforma as únicas
possibilidades de fiscalização e avaliação eram os supervisores do SUS ou auditórias que atendiam a denuncias feitas por familiares de usuários, longe da realidade do filme, já que ninguém ouvia ao gritos de socorro de Neto, sua família antes das visitas era orientadas a não estranhar o comportamento do rapaz e a julgar pelo jardim da instituição e pelo aspecto corado e nutrido ( muitas vezes conseguidos a custa de remédios que lhe abria o apetite) não poderiam haver suspeitas.
Quando o Neto enfim consegue sair da instituição, vemos que ele não tem assistência alguma, após um período de internação prolongado não há nenhuma preocupação em reinseri-lo na sociedade, já que após um longo período internado necessitaria de apoio, para se readaptar como é dado atualmente pelos CAPs e NAPs e residências terapêuticas, ele precisaria do apoio dos Capsad ( que atende a usuários de drogas e álcool) já que supostamente ele se encaixa nesse perfil, essas instistuições são instrumentos de grande valor para a para a reforma, já que o seu principal objetivo é acabar com esse tipo de hospital ( manicômio) mas não deixar que pessoas egressas desses hospitais fiquem desassistidas ajudando assim no processo gradual de desistitucionalização desse paciente ,ou seja, até chegar o ponto dessa pessoa não depender mais de instituição alguma.
Vemos a importância da Reforma Psiquiátrica, pelo sofrimento que poderia ter sido poupado a milhares de pessoas como o Neto forçadas muitas vezes sem necessidade alguma a perderem suas vidas em manicômios, cuja proposta é recuperá-los,contribuindo muitas vezes para a morte desses indivíduos com terapias agressivas e com total falta de amor e respeito dando-lhes um tratamento vergonhoso e cruel, a reforma contribuiu para transformar práticas,saberes ,valores culturais e sociais, ressaltando o direito que essas pessoas tem de ter uma assistência inclusive de enfermagem de forma digna e humana.
domingo, 11 de novembro de 2007
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Vamos estudar português ! - 1
Publicarei as minhas dicas.
Na verdade não é uma dica, mas um método de ensino, já que como milhões de pessoas que vem de escola pública não tem um bom português, oh língua difícil cheia de regrinhas e acredito que devamos estuda-la para sempre já que possue inuméras particularidades.
Boa Sorte! está preparado pra gastar horas com isso? mas vale a pena não só pra prestar concurso público mas pra ser um profissional que se comunica de forma clara e limpa, podendo até se diferenciar no mercado atual tão competitivo!
Quero fazer as anotações de enfermagem bem feita e sem muitos erros de português.
Sou da opinião que não se deve decorar nada e sim entender, mas depois de entendermos o assunto precisamos "guarda-lo" na mente pra fixar o conteúdo, então sempre nessas postagens terá um exercício de fixação.
Questionário
Regras de divisão silábica
1- Quais as situações em que não se separam as letras?
2- Quais as situações em que as letras devem ser separadas?
Acentuação Gráfica
3-Quais as regras de acentuação dos monossílabos tônicos?
4-Das oxítonas?
6-Das paroxítonas?
Obs: Todas as proparoxítonas são acentuadas.
7-Comente sobre o “I” ou “U” tônicos?
8-Quais as regras de acentuação gráfica nas seguintes situações:
Ditongos abertos,
Encontro “oo”
Grupos gue,gui,que,qui
Formas verbais ter e vir
Obs:Cuidado com os derivados dos verbos ter e vir na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo pois deve ser usada as regras das oxítonas exemplo: conter,contém, reter,retém intervir,intervém etc.
Devemos colocar acento circunflexo sobre o e da terminação êem ( 3ª pessoa do plural) dos verbos crer,dar,ler e ver bem como nos seus derivados:descrêem,desdêem,relêem, revêem etc.
Acento diferencial
A lei 5.765, de 18 de dezembro de 1971, aboliu os acentos diferenciais, mas continuam ainda os acentos das seguintes palavras:
Côa ( verbo),
Pôr (verbo),
Pêlo,pêlos ( substantivo),
Pèlas,péla ( verbo),
Pára (verbo),
Pólo (falcão),
Pêra ( fruta),
Pôde ( verbo no passado).
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Trabalho sobre DPOC!
Introdução
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração.
A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar.
Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo à todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns:
-Bronquite crônica;
-Enfisema pulmonar;
-Asma Brônquica;
-Bronquiectasias.
No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.
Bronquite Crônica → se caracteriza por tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.
Enfisema Pulmonar → se caracteriza quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.
Asma Brônquica → se caracteriza pela inflamação crônica das vias aéreas, o que determina o seu estreitamento, causando dificuldade respiratória.
. Bronquiectasia → se caracteriza pelo alargamento ou distorção dos brônquios. Esta distorção irreversível dos brônquios decorre da destruição do componente elástico que compõe a parede destes
Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.
Bronquite Crônica - se caracteriza por tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos.
Mas há outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tendo que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado, corresponde à fase mais leve da DPOC, muitas vezes o termo bronquite crônica é usado para rotular a doença do paciente com DPOC, principalmente nas formas em que há predomínio de tosse e produção de catarro.
A bronquite crônica instala-se como extensão da bronquite aguda e pode ser provocada unicamente pela fumaça do cigarro. Por isso, é conhecida por “tosse dos fumantes”, por ser rara entre não-fumantes. Mas pode ser causada por vírus, embora, em alguns casos, possa ser uma infecção bacteriana, a diferença consiste na duração e agravamento das crises, que são mais curtas (uma ou duas semanas) na bronquite aguda, enquanto, na crônica, não desaparecem e pioram pela manhã.
Ocorre quando seus minúsculos cílios param de eliminar o muco presente nas vias respiratórias, esse acúmulo de secreção faz com que os brônquios fiquem permanentemente inflamados e contraídos obstruindo o fluxo de ar. A bronquite aguda é causada geralmente por vírus, embora, em alguns casos, possa ser uma infecção bacteriana. O cigarro é o principal responsável pelo agravamento da doença. Poeiras, poluentes ambientais e químicos também pioram o quadro.
Bronquiolite
É a infecção dos bronquíolos dos bebês causada por vírus. Adultos e crianças maiores contraem bronquite; os bebês, bronquiolite. Pelo fato de seu aparelho respiratório não estar totalmente desenvolvido, bebês prematuros e menores de um ano correm riscos maior de contrair a doença.
Bronquiectasia
Caracteriza-se pelo alargamento ou distorção dos brônquios. Esta distorção irreversível dos brônquios decorre da destruição do componente elástico que compõe a parede destes.
O Enfisema pulmonar-
Corresponde à fase mais avançada da Dpoc.
O enfisema pulmonar é uma doença respiratória crônica, progressiva e de lenta evolução corresponde à destruição dos alvéolos e os pulmões.
No enfisema os alvéolos perdem parte da sua elasticidade, ou seja, a capacidade de expansão e contração eles não conseguem esvaziar-se completamente (superinflação) e dessa forma ficam impedidos de encher-se de ar fresco, a fim de proporcionar uma ventilação adequada.
O enfisema e o cigarro
Como o tabagismo é a principal causa a fumaça do tabaco e outros poluentes fazem com que haja liberação de agentes químicos dentro dos alvéolos danificando as suas paredes. Os alvéolos se transformam em grandes sacos de ar que dificultam o contato do ar com o sangue, eles perdem a capacidade de fornecer oxigênio ao sangue e deles retirar o dióxido de carbono, uma vez destruídos o tecido dos vasos a lesão se torna permanente, o dano aumenta na medida em que o tempo passa, comprometendo ainda mais a capacidade respiratória do indivíduo.
Asma
Embora a asma seja uma doença conhecida de muitos anos, ainda não há uma definição universalmente aceita.
É uma doença inflamatória das vias aéreas que é caracterizada por uma resposta exagerada (Hiperreatividade Brônquica) dos brônquios a diversos a estímulos (poluição, cigarros, alergénos). Esta resposta, ao variar em intensidade e gravidade, nos permite classificar a asma como reversível ou irreversível, em relação ao grau de obstrução das vias respiratórias, sendo uma integrante da dpoc.
A obstrução do fluxo de ar na asma se dá quando um agente irritante chega aos pequenos brônquios, a musculatura que envolve se contrai para impedir sua passagem (broncostriccção). Ao mesmo tempo, células de defesa migram para o local com a finalidade de neutralizar a agressão.
Na asma, essa resposta contra o invasor é exagerada: células inflamatórias, mediadores químicos e anticorpos liberados localmente agridem o revestimento dos bronquíolos, alteram a função dos cílios que os revestem, aumentam a produção de muco e a reatividade dos músculos responsáveis pela contração brônquica, o que causa também edema da mucosa respiratória. Desse conjunto de reações resulta o “fechamento” dos brônquios dificultando a passagem do ar.
A asma e o cigarro-
Quando a asma está associada ao cigarro e sendo uma doença inflamatória, a fumaça do tabagismo inflama (pelo calor excessivo e por conter milhares de substâncias irritantes); se o asmático produz mais catarro, a fumaça destrói os cílios que levariam este catarro pra cima (mantendo o catarro em baixo, servindo como fonte de infecção e mais inflamação); se a asma é uma doença aonde existe fechamento dos brônquios, a fumaça, as infecções e a inflamação levam o enrijecimento destes brônquios, impossibilitando que eles se relaxem e possam ser reabertos (remodelamento brônquico).
Uma importante característica da asma, que a diferencia de outras doenças com obstrução de vias aéreas é que essa obstrução quase sempre é reversível, ou seja, não fica obstruído o tempo todo, entretanto em alguns casos, se a doença não é tratada, essa inflamação e constrição permanente podem levar a perda gradual da função pulmonar com o passar do tempo já que levaria a um desarranjo das vias aéreas causando assim a uma obstrução permanente ao fluxo de ar.
Sinais e Sintomas
Os pacientes mais severos podem apresentar um padrão respiratório característico, unhas arroxeadas, dedos em baqueta de tambor ou também chamados em vidro de relógio ou hipocráticos, o emagrecimento e a atrofia da musculatura das pernas também é característico dos casos avançados.
Os sintomas são:
Tosse geralmente produtiva, cuja expectoração é mais intensa pela manhã (pigarro do cigarro) e piora durante as infecções respiratórias (gripe) sendo tosse crônica (meses ou anos).
Falta de ar, que inicialmente surge com os grandes esforços físicos piorando progressivamente ao longo do tempo, os sedentários podem perceber a falta de ar somente quando essa for mais intensa, afetando as atividades do cotidiano é comum nos quadros gripais apresentar chiados.
Mesmo sendo uma doença progressiva essa progressão é variável de indivíduo pra indivíduo alguns apresentam períodos de instabilidade onde os sintomas e a sua intensidade permanecem os mesmos então se usa o termo DPOC instável.
Os sintomas podem variar apresentando-se em fases:
Agudização ou exarcebação - onde os sintomas são mais intensos geralmente causados por infecções respiratórias vírus ou bactérias onde os pacientes chamam de “crises” sendo importante procurar ajuda médica nesses períodos, este quadro deve ser rapidamente diagnosticado e tratado, para que não evolua para a insuficiência respiratória.
A gravidade da DPOC é determinada pelo grau de limitação física e social imposta pele doença, pelo número de agudizações que o paciente sofre em um ano e pelo grau da obstrução brônquica identificada através da espirometria.
Nos números da prova de função Segundo o Consenso Brasileiro de
| Estágio | Doença | VEF1 | Sintomas |
| I | Leve | >80% | Leves ou ausentes |
| II | Moderada | 50% - 80% | Falta de ar aos esforços físicos |
| III | Grave | 30% – 50% | Falta de ar para atividades diárias |
| IV | Muito grave | <30% | Falta de ar em repouso |
Causas: Como o tabagismo é a principal causa a fumaça do tabaco e outros poluentes fazem com que haja liberação de agentes químicos dentro dos alvéolos danificando as suas paredes
Diagnóstico
Quando a doença pulmonar obstrutiva crônica é leve, o médico poder não observar qualquer anormalidade durante o exame físico, exceto alguns sibilos auscultados com o auxílio de um estetoscópio, e nos casos de pacientes mais severos podem apresentar um padrão respiratório característico, unhas arroxeadas, dedos em baqueta de tambor ou também chamados vidro de relógio ou hipocráticos, o emagrecimento e a atrofia da musculatura das pernas também é característicos dos casos avançados. Sinais
O tabagismo também é investigado, se o cliente apresenta a doença quando jovem há suspeita de deficiência da alfa-1 antripisina, portanto a concentração sanguínea dessa proteína deve ser mensurada, a pesquisa da alfa-1 também é realizada nos membros da família de um indivíduo que sabidamente a apresenta. Em todos os pacientes onde a história a sintomatologia são compatíveis com a DPOC é necessários alguns exames:
Espirometria ou prova de função pulmonar (é o primeiro exame a ser solicitado)
É um exame simples, que pode ser realizado no próprio consultório médico ou em laboratórios, basta dar um assopro bem forte e comprido em um aparelho com os lábios bem colados no bocal e com o nariz tampado, esse aparelho mede os fluxos e os volumes do pulmão o diagnostico é feito quando a relação entre todo ao r que cabe no pulmão e o assoprado do primeiro segundo for menor que 70%,esse assopro (manobra) deve ser realizada após o uso de um broncodilatador, este exame serve para avaliar a gravidade da doença, bem como checar a resposta do paciente ás medicações broncodilatadoras.
Gasometria arterial –
É um exame muito importante onde é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio e outros gases no sangue. Nas pessoas com DPOC, a oxigenação está freqüentemente diminuída e muitos pacientes apresentam aumento do gás carbônico do sangue, eles geralmente são severos, exacerbam com freqüência e precisam de uma atenção especial.
A medida da saturação de oxigênio é fundamental na avaliação e acompanhamento dos pacientes com DPOC. Se a saturação for maior que 90%, a coleta do sangue arterial não é necessária.
Oxímetro de pulso-
Atualmente, existe um aparelho chamado oxímetro de pulso. Ele consegue saber a concentração de oxigênio dissolvido no sangue através da pele. Esta tecnologia foi um grande avanço, pois permite uma medida não invasiva.
Tratamento
A DPOC não tem cura, mas o tratamento devolve a independência da qualidade de vida para o paciente e a harmonia para a família. O tratamento deve levando em consideração não somente a condição do pulmão, mas também de todos os outros órgãos, é muito comum o portador da DPOC sofrer de pressão alta, diabetes, problemas de coração ou outras doenças. Tudo deve estar em equilíbrio.
O tratamento dos pacientes com DPOC se baseia em:
Abandono do tabagismo, parar de fumar é a medida mais importante para os pacientes com DPOC, pois é a única que permite uma redução significativa na progressão da doença. As demais medidas de tratamento permitem o alívio dos sintomas e melhora na qualidade de vida, entretanto, não impedem a progressão da DPOC.
- manutenção da dilatação brônquica com o uso de broncodilatadores são medicações que provocam um relaxamento da musculatura da parede dos brônquios resultando em um aumento de seu calibre e alívio dos sintomas, existem várias medicações broncodilatadoras, que podem ser agrupadas, de acordo com suas características químicas e seu tempo de duração de ação, nos seguintes grupos: beta agonistas, anti-colinérgico e xantinas.

A duração desse efeito pode variar de

O tratamento das agudizações consiste em:
Antibióticos,
Corticóides-são medicações antiinflamatórias de origem hormonal, bastante utilizado na medicina.
Na DPOC eles são empregados, por via oral ou venosa, para o tratamento das agudizações da doença, com o objetivo de reduzir o inchaço (edema) dos brônquios, geralmente, são usados por um curto período de tempo,
Efeito colateral: não apresentando efeitos colaterais significativo, porém, quando o seu uso é mais freqüente ou mais prolongado, podem provocar ganho de peso (principalmente na região da face e da nuca), espinhas, aparecimento de pêlos nas mulheres, manchas roxas na pele, osteoporose e aumento da glicose no sangue. Fora do período de agudização, não há sentido em utilizar o corticóide oral ou injetável, pois não está provado que promova alguma melhora nas alterações brônquicas da DPOC.
Nos indivíduos com doença avançada e agudizações freqüentes, o uso do corticóide inalado parece reduzir o número de agudizações e melhorar a qualidade de vida, emprega-se também os broncodilatadores.
A oxigenoterapia é indicada nas agudizações mais graves, em que há uma redução da oxigenação do sangue arterial, de tal forma que os tecidos fiquem prejudicados (hipoxemia) o uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente.
Prevenção das agudizações
Podem-se prevenir as agudizações com:
Vacinações -As vacinas recomendadas são: contra gripe (vacinação anual) e contra o pneumococo (vacinação a cada 5 anos),JÁ que a principal causa de agudização da DPOC é a infecção respiratória (viral ou bacteriana), desta forma, ao se prevenir essas infecções, se estará reduzindo o número de crises da doença.
uso de corticóides inalatórios,
Fluidificando as secreções para facilitando a sua expectoração Não existe uma terapia confiável para esse fim, usam-se xaropes, mas existem inúmeros tipos de “xaropes”, os, mas indicados são: os xaropes compostos de medicação broncodilatadora, Os xaropes com efeito expectorante, anti-oxidante ou mucolíticos são substâncias com capacidade de tornar a secreção brônquica mais fluída, também conhecida como "expectorantes", pois, ao tornam o catarro mais líquido, permitem a sua eliminação com maior facilidade, e também ajudam esses pacientes já que na DPOC ocorre uma produção excessiva de secreção, que geralmente é bastante espessa e contribui para aumentar a obstrução dos brônquios, tornando o indivíduo mais susceptível às infecções respiratórias, podemos destacando-se o eles o n-acetil cisteína é o que tem mostrado as últimas pesquisas. já os xaropes compostos de medicação antitussígena representam um grande risco, pois, ao interromperem a tosse, fazem com que haja acúmulo de secreção nos brônquios, podendo precipitar uma pneumonia.assim, é importante conhecer qual a sua composição de cada um.
Deve-se também evitar a desidratação que pode prevenir a formação de secreções espessas. Uma regra prática consiste na ingestão de uma quantidade suficiente de líquido que mantenha a urina clara.
Reabilitação pulmonar
É um programa multiprofissional (participação de médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo) destinado a melhorar o desempenho físico e social do paciente dando melhor autonomia para o paciente com doença respiratória crônica.
O programa consiste em treinamento físico (principalmente para os membros inferiores), estratégias para economizar energia física, técnicas respiratórias, correção dos distúrbios nutricionais, educação sobre a doença e apoio psicológico.
Tratamento cirúrgico
O transplante de pulmão pode ser tentado em pacientes selecionados com idade inferior a 50 anos. Nos indivíduos com enfisema grave e na fase inicial da doença obstrutiva, pode ser realizado um procedimento denominado cirurgia de redução do volume pulmonar. Trata-se de um procedimento complexo, o qual exige que o indivíduo pare de fumar pelo menos 6 meses antes e inicie um programa de treinamento intensivo. A cirurgia melhora a função pulmonar e aumenta a capacidade de realizar exercícios em alguns pacientes. No entanto, a duração dessa melhoria é desconhecida.
Prognóstico
O prognóstico para os pacientes com obstrução leve das vias aéreas é favorável, sendo um pouco pior que o prognóstico para os tabagistas sem doença pulmonar obstrutiva crônica. Nos casos de obstruções moderadas e graves, o prognóstico torna-se gradativamente pior. Cerca de 30% dos indivíduos com obstruções graves das vias aéreas morrem dentro de 1 ano e 95% deles morrem em 10 anos.
A morte pode ser decorrente da insuficiência respiratória, pneumonia, extravasamento de ar para dentro dos pulmões (pneumotórax), arritmias cardíacas (anormalidade do ritmo cardíaco) obstruções das artérias pulmonares (embolia pulmonar). Os indivíduos com a doença pulmonar crônica também apresentam maior risco de câncer pulmonar. Alguns indivíduos com doença pulmonar obstrutiva crônica podem sobreviver por 15 anos ou mais.
Considerações da Enfermagem
- Avaliar os efeitos colaterais dos broncodilatores,
- Controlar a freqüência respiratória,
- Estimular a respiração diafragmática e tosse,
- Instalar oximetria de pulso e monitorar saturação de oxigênio capilar,
- Estimular a ingestão de líquidos,
- Manter o controle rigoroso da hidratação venosa,
- Manter a cabeceira da cama elevada,
- Encorajar as atividades até o nível de tolerância dos sintomas,
- Encorajar a realizar o autocuidado e ajudar se necessário.
Outras Recomendações:
- Orientar o cliente a abandonar o vício. (a suspensão do fumo impede a progressão da doença, porém não reverte o processo), fornecer informação sobre grupos de apoio.
- A executar as tarefas enquanto estiver expirando;
- Adote o critério de respirar com os lábios contraídos (posição de assobio), deixando apenas uma passagem pequena para o ar. Inale pelo nariz. Expire vagarosamente e com firmeza;
- Parar e descanse assim que sentir falta de ar;
- Inalar oxigênio suplementar sempre que necessário;
- Planejar os afazeres, definir o meio mais eficiente e menos cansativo para executar as tarefas em casa; estabelecendo prioridades.
- Controle-se. Mantenha um ritmo lento e contínuo para executar suas tarefas. Evite concentrá-las em determinados momentos;
- Estabeleça períodos de descanso ao longo do dia;
- Para vestir-se, barbear-se ou aplicar maquiagem, sente-se;
- Sempre que possível, usar roupas folgadas, fáceis de vestir e de despir;
- Se você estiver acima de seu peso, emagrecer, o esforço para suportar o peso excedente é grande e desnecessário.
· Nas relações sexuais, aprenda a valorizar as atitudes preliminares: conversar, tocar, beijar e afagar. Planeje sua atividade sexual para os dias que estiver com mais energia. Não tente fazer sexo quando estiver cansado (a) ou após uma refeição substancial. Peça ao parceiro (a) para ser mais ativo (a).