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quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Trabalho da pele do recém-nascido!

Introdução

A pele é o maior órgão do corpo ela é composta de duas camadas diferentes a epiderme, a derme e o tecido subcutâneo, tendo como funções: a proteção física, ou seja, atuar como uma barreira do meio interno e o meio ambiente, regula da temperatura corporal, através das glândulas sudoríparas. Na pele também encontramos as glândulas sebáceas, que tem a função de lubrificar a pele e mantém sua flexibilidade, sobre ela está um manto protetor que é uma camada superficial sobre a epiderme que age como um hidratante natural sendo formado por gordura e por suor (seu nome técnico é manto hidropolipídico), sua função é proteger a pele da evaporação excessiva, evitando o ressecamento, mantendo a lubrificação e protegendo contra agentes externos e bacteriológicos inclusive da própria flora bacteriana normal que podem penetrar e causar infecções, o pH (potencial de hidrogênio) da pele é a sigla usada para indicar o grau de acidez desse manto.

O recém-nascido de termo tem o pH da pele ácido a partir do 4º dia após o nascimento e o pré-termo com 24 semanas de gestação ou menos não possuem essa camada protetora estando mais susceptíveis a infecções.

Qualquer interrupção na continuidade da pele significa risco de infecção já que é uma porta de entrada para microorganismos, se tornando uma importante via de contaminação, muitos dos cuidados prestados pela enfermagem ao recém-nascido que devido à imaturidade desse órgão possuem a pele mais fina, sensível e frágil comparado com uma criança maior constituindo-se um grande risco de lesão cutânea, os cuidados com a pele devem ir além do banho diário e torna-se parte integrante das intervenções da enfermagem.

Desenvolvimento


A pele do recém-nascido prematuro é imatura comparada com a dos recém-nascidos de termo. Devido à sua maior sensibilidade e fragilidade, não devem ser usados produtos que possam destruir a "cobertura ácida" da pele. A maior permeabilidade desta facilita a absorção de ingredientes, por essa razão produtos como o álcool ou a iodopovidona devem ser utilizados com cuidado e a pele deve ser lavada depois com água, pois estas substâncias podem causar irritação intensa e queimaduras químicas em recém-nascido pré-termo de baixo peso, a pele pode com facilidade sofrer escoriações e soltar-se, é menos espessa, tem menos fibras elásticas que a do recém nascido a termo, além disso, há uma maior coesão entre as camadas mais finas da pele.

A seguir enumeraremos os cuidados de enfermagem que tem como objetivo prevenir, manter e recuperar a integridade da pele do recém-nascido:

· Avaliação diária pelo menos uma vez no plantão, e sempre na admissão do bebê na unidade, a pele deve ser examinada, com atenção direcionada para o aparecimento de alguma lesão, como também os que estão em riscos de uma ruptura cutânea.

· Higienização e limpeza-Aproximadamente 6 horas ou mais após o nascimento, o recém-nascido é banhado. O banho só deve ser dados após os parâmetros vitais estarem estáveis (principalmente a temperatura) Não se deve retirar todo o verniz caseoso, que recobre a maior parte da pele do recém-nascido, pois ele ajuda a protegê-lo contra a infecção. Atualmente já se discute a real necessidade do banho nas unidades neonatais, principalmente para os recém-nascidos pré-termo com peso abaixo de 1500g, para estes se indicam apenas a remoção de resíduos e sujidades locais com água morna sem sabonete (mesmo o neutro), já que estes costumam ressecar a pele podendo surgir rachaduras. Mesmos nos bebês maiores é recomendado o uso de sabonete no máximo 03 vezes por semana e com sabonete não alcalino.

· Troca de fraldas - deve ser feita regularmente e não se deve deixar acumular urina e\ ou fezes pra evitar a dermatite causada pelo excesso de umidade e exposição a acidez da urina.A região deve ser limpa só com água sendo desnecessária a aplicação de pomadas,óleos,cremes e\ ou loções que podem causar irritação ou serem absorvidos pela a pele intoxicando o organismo, podendo ainda prejudicar a transpiração natural da pele,tomar o cuidado de enquanto á criança estiver com o coto umbilical posiciona-la abaixo do coto.

· Lubrificação com óleos-A pele do recém-nascido pré-termo é seco e apresenta reduzida capacidade de conter água, quando comparado com o RN de termo e adultos e sua hidratação é de fundamental im- portância estudos preliminares sugerem que a utilização tópica de óleos pode trazer benefício aos recém-nascidos de muito baixo peso ao proteger a integridade da pele e reforçar a função da barreira epidérmica, o uso de óleos, tais como o Petrolato, óleo de girrasol e canola, como rotina nas UTIs neonatais tem aumentado desde um estudo piloto da Stanford University envolve a aplicação de óleo duas vezes ao dia nas primeiras duas semanas de vida de pré-termos abaixo de 33 semanas, concluiu-se que eles adquiriram menos episódios de sepse e menor incidência de meningite.

Cuidados a serem tomados nos procedimentos invasivos:

· Utilizar a quantidade suficiente de adesivo ou fita para a fixação de cateteres, sondas, drenos, etc.

· Fixar com adesivo transparente antialérgico para visualizar o local da inserção quanto a sinais de infiltração e inflamação.

· Sempre que uma extremidade for usada para acesso venoso ou arterial deixar os dedos sempre visíveis.

· Se forem usados meios de imobilização atender à não restrição dos movimentos e da circulação sanguínea.

· Para retirar os adesivos utilize água morna ou óleo de amêndoas, evite o álcool e o éter.

· Usar barreiras cutâneas protetoras (protege a pele saudável e ajuda a cicatrização das escoriações) entre o adesivo e a pele á base de hidrocolóide.

· Utilizar as barreiras cutâneas só nos bebê com peso inferior ou igual a 1 kg antes de fixar o material.

· Para retirar a barreira cutânea se não conseguir com a delicadeza das suas mãos utilize água morna.

· Não use tesouras para removerem adesivos ou outros (evite cortes na pele e possíveis amputações de dedos).

Outras recomendações:

· Mudar os eletrodos do monitor cardíaco só quando não estiverem funcionantes.

· Nos recém-nascidos extremamente prematuros evitar a utilização de eletrodos na região torácica para monitorizar a freqüência cardíaca (para não lesionar).

· Alternar os locais dos eletrodos de 24 / 24h, no caso de existir lesão cutânea aberta alternar com mais freqüência.

· Avaliar a pele que fica sob os eletrodos.

· Monitorizar o bebê preferencialmente com oximetria de pulso,

· Prevenir as queimaduras e\ infiltrações principalmente quando são utilizado álcool para anti-sepsia da pele, aplique com moderação, apenas sobre a área necessária. O excesso pode ser retirado após o termino do procedimento utilizando para isso água morna, estar atento porque elas podem ser causadas também por compressas quentes, monitor transcutâneo, lâmpadas de aquecimento e bolsas de água.

· Prevenir lesões por pressão, mudando de decúbito de 2 a 3h de acordo com a estabilidade do bebê. Para os bebês muito graves ou que possuam restrição ao manuseio, é aconselhável a utilização de colchão de água, ou do tipo casca de ovo, ou até algo improvisado, colocando-se luvas de água morna sob as áreas submetidas a pressão.

· Não deve massagear proeminências ósseas que se encontrem ruborizadas.

· Utilize vestuário e roupa de cama macia e lisa.

· Prevenir a perda insensível de água mantendo o recém-nascido dentro de uma incubadora ou de uma tenda.

· Manter a temperatura ambiente de acordo com as necessidades do recém-nascido e nunca superior a 38 ºc.

Conclusão

A pele é um órgão vital, sensorial e sensível á recepção de estímulos tácteis, térmicos e dolorosos, devido à imaturidade desse órgão nos recém-nascidos a pele precisa múltiplos cuidados que vão além do banho diário. É extremamente importante à observação, a vigilância e a prestação dos cuidados da enfermagem na prevenção de lesões cutâneas, quando a pele é lesionada contribui não só para um desequilíbrio hidroelectrolítico e térmico, como também torna o recém-nascido, mas vulnerável á infecção causa essa muito comum de morbimortalidade dessa clientela (principalmente nos recém-nascido pré-termo), que podem ser facilmente prevenida através de praticas simples no manuseio proporcionando-lhes uma melhor qualidade de vida sendo um passo importante para a saúde neonatal. A pele do recém-nascido é um órgão a proteger!




Trabalho de apendicectomia

Introdução

Apêndice vermiforme ou apêndice cecal é uma pequena extensão tubular terminada em fundo cego, localizado no ceco, a primeira porção do intestino grosso ou cólon, e existe em muitos mamíferos, é um pequeno órgão linfático parecido com o dedo de uma luva, de comprimento variável, mas que dificilmente ultrapassa 8 cm. O apêndice é dotado de grande quantidade de glóbulos brancos responsáveis pela defesa do organismo.

A apendicite é a infecção aguda do apêndice Não existe prevenção pode ser aguda ou crônica:

A apendicite aguda caracteriza-se pela obstrução do ostioapendicular, o que leva a um processo inflamatório-infeccioso que pode evoluir para quadros graves, até recentemente julgava-se que as apendicites surgiam após obstrução continuada do seu do seu lúmen por uma massa sólida. Hoje se sabe que as obstruções permanentes serão responsáveis apenas por uma minoria dos casos. Por possuir seu óstio no cego, pode entrar e ficar retido um fecalito ou coprolito (pequena pedra de fezes), ou mais raramente um pequeno parasita intestinal, dificultando seu esvaziamento. Outras causas são cálculos da vesícula biliar, ou aumento de volume dos gânglios linfáticos locais. As bactérias que permaneceram na luz do apêndice produzem gases que ficam retidos na cavidade, causando distensão da parede do apêndice e dor. Este aumento da pressão dentro do lúmen do órgão, gerando isquemia (défice de oxigênio). Após várias horas de deficiência de oxigênio, a isquemia transforma-se em necrose (morte das células), que estimula maior multiplicação das bactérias. Nessas situações o apêndice ser removido através de uma cirurgia de emergência chamada de apendicectomia porque ela deve ser realizada antes que surja um orifício (perfuração) e a infecção se espalhe para toda a cavidade abdominal (peritonite Inflamação do peritônio, a membrana que reveste a parede do abdome e protege os órgãos.) uma situação altamente perigosa e frequentemente mortal de forma fulminante, constitui-se a causa mais comum de cirurgia abdominal em bebês e crianças.

Quanto à apendicite crônica, é uma doença muito rara acredita-se que ocorre Provavelmente, porque a pessoa teve um quadro de apendicite aguda resolvido com antibióticos e passou a sentir dores localizadas na fossa ilíaca direita. Por isso, o diagnóstico de apendicite crônica exige que se exclua, de antemão, a ocorrência de outras doenças que também provocam dor do lado direito. A apendicite pode ser uma doença fatal já que pode ser extremamente grave e levar à morte, se ocorrerem complicações como a peritonite generalizada ou outros quadros infecciosos importantes.

Desenvolvimento

Sintomas são:

· Dor abdominal,

O sintoma mais característico é a dor abdominal, do lado direito e na parte baixa do abdômen (fossa ilíaca direita), num ponto determinado - o ponto McBurney - que serve também de referência para a cirurgia.

· O paciente pode preferir deitar-se com os joelhos encostados no abdome para aliviar a tensão muscular na região.

Sintomas posteriores:

· Febre, geralmente permanecendo por várias horas,

· Perda de apetite (anorexia),

· Náusea,

· Vômitos,

· Constipação intestinal,

· Sensibilidade retal,

· Calafrios e estremecimento.

Diagnostico clínico:

O diagnóstico de apendicite é difícil devido ao grande número de casos que apresentam apenas alguns, ou até nenhum sintoma especifico até muito tarde na progressão da doença. As apendicites com poucos sintomas são mais freqüentes em idosos ou crianças pequenas. Outro problema é que o apêndice pode ter localizações raras, o que dificulta a atribuição de uma dor num local onde ele não seja comum (como no lado esquerdo). Contudo a apendicite se não tratada é muitas vezes mortal, e mesmo as apendicites atípicas são mais freqüentes que qualquer outra causa de ventre agudo, logo são sempre diagnosticadas cerca de 20% de falsas apendicites.

Análises do sangue poderão mostrar leucocitose (aumento da quantidade de leucócitos).

Diagnóstico Diferencial

São outras condições que podem dar sintomas que simulem uma apendicite:

1.Salpingite aguda ( infecção das tubas uterinas),

2-Doença inflamatória pélvica,

3-ITUs ( infecções do trato urinário),

4-Dismenorréia ( menstruação alterada com dores intensas),

5- Isquemia mesentérica (do intestino por acidente ou volvo),

6-Hérnia intestinal,

7-Colecistite aguda,

8-Enterocolite,

9-Gravidez ectópica,

10-Diverculite.

Exames físicos e laboratoriais:

Pressionando-se levemente o abdome na área dolorida e interrompendo-se repentinamente a pressão, a dor aumenta (sensibilidade de rebote). Ao se tocar o abdome pode ocorrer espasmo dos músculos abdominais se uma peritonite estiver aparecendo. O exame retal causa dor localizada no lado direito.

O sinal psoas é positivo - a pessoa é colocada de costas em uma posição de supino com as pernas estendidas. Unir os calcanhares ou erguer as pernas para cima causa o aumento da dor no lado direito do abdome.

Pode-se suspeitar fortemente de apendicite tendo como base os seguintes exames:

· A ultra-sonografia abdominal pode revelar apendicite.

· O hemograma completo mostra aumento da contagem de glóbulos brancos.

· O raios-X do abdome pode ou não mostrar sinais de apendicite.

O diagnóstico pode ser confirmado pelo cirurgião durante uma laparotomia exploradora. Em casos duvidosos é aconselhável uma TAC abdominal, que mostrará a parede do apêndice inchada e com edema.

Essa doença pode também alterar os resultados dos seguintes exames:

· Enema de bário

· Punção abdominal (paracentese)

· Tomografia computadorizada abdominal.

Tratamento

O tratamento é cirúrgico, a apendicectomia é uma cirurgia de médio porte, por isso, aconselha-se uma observação atenta dentro das primeiras 8 a 12 horas após o aparecimento dos sintomas, Pode ser realizado através do processo tradicional, com corte de abertura na zona abdominal, é realizada enquanto o paciente está em sono profundo (anestesia geral). Uma pequena incisão é feita na parte inferior direita do abdome e o apêndice é removido. Se um foco de infecção abscesso (acúmulo de pus em qualquer parte do organismo, que seja resultado do deslocamento ou da desintegração de tecidos.) se formou ou se o apêndice estiver rompido, o abdome será inteiro lavado durante a cirurgia e um pequeno tubo será deixado para ajudar a drenar os líquidos e o pus ou o procedimento pode ser realizado através de cirurgia laparoscópica, que deixa uma cicatriz muito menos visível, onde são efetuados três pequenos cortes para inserção de uma microcâmera de vídeo e dos três trocáteres através da parede abdominal. Um leva uma microcâmera acoplada e, pelos dois outros, passamos os instrumentais cirúrgicos. Realizada a intervenção, os resultados são os mesmos da cirurgia com campo aberto.

As vantagens da abordagem por via laparoscópica são:

Permite ver toda a cavidade abdominal e excluir eventuais doenças associadas ou doenças que nada tem a ver com o apêndice. Essa é uma vantagem, já que na cirurgia feita por um pequeno orifício, muitas vezes, é preciso localizar o apêndice sem vê-lo e, por manobras digitais, traze-lo para fora.
Vantagem ainda maior da abordagem laparoscópica usufrui os pacientes obesos com infecção da gordura subcutânea e os pacientes com peritonite generalizada (entende-se por peritonite a inflamação do peritônio, mucosa que reveste toda a cavidade abdominal), no passado, quando o processo infeccioso da apendicite havia se disseminado pela cavidade peritonial, o cirurgião era obrigado a fazer uma incisão grande no abdômen. Hoje, essa abertura tornou-se desnecessária porque a abordagem laparoscópica bem feita permite limpar toda a cavidade através dos três pequenos furos. Nesses casos, a cirurgia convencional só poderia ser realizada através de uma incisão muito maior.

As possíveis complicações da apendicite são:

· Perfuração do intestino,

· Gangrena (morte dos tecidos) do intestino,

· Peritonite,

· Abscesso (Outra medida é nos casos de suspeita de abscesso, a cirurgia pode ser adiada até que o tratamento com antibióticos reduza a infecção.),

· Sob certas circunstâncias, é preciso retirar parte do intestino, porque o organismo tenta circunscrever a infecção à custa de um bloqueio realizado com os próprios órgãos, que começam a aderir uns aos outros. Nesses casos, a abordagem cirúrgica é muito mais complexa. Por outro lado, às vezes, uma apendicite aparentemente tranqüila pode reverter em complicações graves no pós-operatório.

Cuidados da enfermagem

Para os casos de apendicite sem complicações, a cirurgia deve ser realizada o mais breve possível e exige poucos preparativos.

Pré-operatório

Os Cuidados específicos para a apendicectomia são:

· Dar apoio psicológico é outro aspecto muito importante que a enfermagem deve ter em conta já que o impacto que a situação clínica provoca no paciente e na família medo em relação à intervenção cirúrgica, é muito importante nesta fase esclarecer qualquer duvidas que a família ou o paciente apresentem, e explicar sempre todos os procedimentos com vista a diminuir a ansiedade e medo que estes possam apresentar.

  • Administração de antimicrobiano pré-operatório como medida profilática, por via endovenosa, a droga a ser utilizada deve ser de amplo espectro, eficaz contra bactérias anaeróbias e Gram-negativas.
  • Jejum, como é um caso de emergência, em que não se pode faze-lo é necessária a realização de lavagem intestinal para evitar contaminação dos campos operatórios com fezes após a anestesia (relaxamento dos esfíncteres), urgência de evacuação no pós-operatório e evitar a formação de fecaloma ou realizar a seqüência de entubação rápida (Manobra de selik: cabeceira elevada, compressão da cartilagem cricóide contra o esôfago) para reduzir a aspiração de secreções.

  • A queixa mais comum é a dor abdominal, podemos proporcionar medidas não medicamentosas para alívio da dor:

Através da promoção do conforto como por exemplo um ambiente calmo obscurecido, ensinar técnica de relaxamento o posicionamento, providenciar um pequeno travesseiro para sustentação do abdômen. Restringir Movimentos desnecessários, que geralmente aumentam a dor ao doente devem ser evitados.

· Não se aplica calor no abdômen (porque o aumento da circulação no apêndice pode levar à ruptura).

Cuidados gerais:

.

  • Retirar próteses dentárias, esmalte dos dedos, adornos, brincos, cordões e pulseiras,
  • Retirar roupas sintéticas que podem conduzir energia e provocar queimaduras.
  • Soro de hidratação endovenoso em obesos, desnutridos e extremos de idade.
  • Banho com anti-séptico degermante com ênfase na região a ser operada.
  • Tricotomia (elétrica, de preferência) apenas no local da incisão o mais próximo possível do momento da cirurgia.

RESERVAS

  • Sangue compatível.
  • Vaga no CTI (instabilidade hemodinâmica e respiratória).

Trans-operatório

Os cuidados de enfermagem não se restringem somente à prestação de cuidados diretos ao paciente. Para que o procedimento cirúrgico possa ocorrer, são necessárias certas condições que a enfermagem deve prover:

Preparo da sala de cirurgia:

· Material para anestesia e cirurgia (Lap’s, soluções, pomadas, material para curativo, medicamentos, instrumental, etc.), deixando-os em local de fácil acesso;

· Testar equipamentos (Monitores, pontos de O2, vácuo, negatoscópio, etc.);

· Verificar condições de limpeza da sala;

· Posicionar equipamentos móveis (suporte para soros, baldes para lixo, escadinha, suporte de hampers, etc.);

· Observar segurança da sala como posicionamento de fios e chão molhado;

· Ajustar a temperatura da sala (entre 21°C e 24°C).

· Ajudar a equipe cirúrgica a se paramentar devidamente, entre outras atribuições.

O tempo na sala de cirurgia para uma apendicectomia tanto convencional, como laparoscópica kit ampliado e kit básico é de 2 horas e o tempo de internação é de três dias para convencional e dois dias para as demais, quando não complicações no pós-operatório.

Recepção no Centro Cirúrgico

Os profissionais de enfermagem que atuam no centro cirúrgico são geralmente os responsáveis pela recepção do paciente na sua respectiva unidade. É importante lembrar que, mesmo na área de recepção do paciente, eles deverão estar devidamente paramentados, com pijamas, sapatilhas e gorros, conforme as rotinas de infecção de cada instituição. A recepção do paciente deve ser personalizada, respeitando sempre suas individualidades; o profissional deve ser cortês, educado e compreensivo, buscando entender e considerar as condições do paciente que normalmente já se encontra sob efeito dos medicamentos pré-anestésicos.

· Na recepção operatória, o profissional de enfermagem responsável deverá:

· Realizar uma breve leitura do prontuário ou das recomendações de enfermagens vindas do setor de origem do paciente, certificando-se sobre os dados de identificação do paciente e sobre a cirurgia a que ele será submetido;

· Observar se todos os cuidados pré-cirúrgicos relacionados ao procedimento foram devidamente realizados, como a administração de medicamentos pré-anestésicos. (avaliando inclusive os seus efeitos),

· E preparo do local da pele (tricotomia) entre outros;

· Verificar os sinais vitais do paciente, comunicando ao médico anestesista ou ao enfermeiro possíveis alterações;

· Atentar para a presença e a necessidade de retirar esmalte dos dedos, adornos, brincos, cordões e pulseiras ou próteses dentárias, que normalmente são retirados antes do paciente deixar a unidade de origem com destino ao centro cirúrgico;

· Colocar no paciente gorro e sapatilhas; as roupas de cama que o cobriam devem ser trocadas por roupas de cama do próprio centro cirúrgico;

· Manter uma recepção calma, tranqüila que traga segurança ao paciente;

· Observar o comportamento do paciente: confiança, ansiedade, melancolia, insegurança, agressividade, etc.

Transporte para a sala de cirurgia

Alguns cuidados devem ser observados no transporte do paciente até a sala de cirurgia:

· Garantir a segurança física e emocional do paciente: as grades devem estar erguidas, o profissional deve posicionar-se à cabeceira da maca;

· Avaliar a expressão facial do paciente;

· Cuidados com acesso venoso, drenos, infusões;

· Não realizar movimentos bruscos e manter o paciente protegido com o lençol devido ao frio.

· Comunicar-se com o paciente;

· Garantir um transporte tranqüilo;

· Evitar conversas desnecessárias, brincadeiras, ruídos, etc. respeitando o estado em que se encontra o paciente.

Preparo para a Anestesia

Anestesia - pode-se empregar a anestesia geral, a raquianestesia ou o bloqueio peridural. A anestesia geral, por permitir maior relaxamento muscular, é a mais adequada, Durante a anestesia, os cuidados são basicamente prestados pelo anestesista, cabendo à enfermagem:

· Posicionar o paciente adequadamente para que ele possa aplicar o anestésico;

· Dar apoio ao paciente;

· Disponibilizar material e drogas anestésicas;

Assistência de Enfermagem no CRPA

O principal objetivo da enfermagem nessa unidade é cuidar do paciente no atendimento imediato das suas necessidades humanas básicas, a fim de que haja pronto restabelecimento das funções orgânicas vitais.

· Solicitar a presença de um anestesista,

· Permanecer na sala de CRPA até o paciente recuperar 50% a 75% dos sinais vitais;

· Avaliar sinais vitais de 15 em 15 minutos, depois de 30 em 30 minutos;

· Avaliar oxigenação, estimulando o movimento respiratório;

· Observar ocorrência de vômitos, lateralizar a cabeça;

· Limpar vias aéreas e aspirar se necessário;

· Manter vigilância, manter curativo limpo e seco;

· Tomar medidas para aliviar a dor;

· Realizar balanço hídrico;

· Proporcionar conforto e segurança;

· Informar a família sobre o estado do paciente.

Pós-operatório:

· Promoção da limpeza e ordem de todo o ambiente,

· Arrumação da cama “tipo operado”,

· Limpeza e arrumação da mesa da cabeceira,

· Trazer suporte de soro e coloca-lo ao lado da cama,

· Deixar oxigênio com equipamento completo.

Ao receber o paciente no quarto.

· Transporta-lo da maca para a cama com o auxílio de outros funcionários,

· Manter a cama em posição horizontal,

· Cobri-lo e agasalha-lo de acordo com a necessidade,

· Verificar na papeleta as anotações de centro cirúrgico.

· Deixar o paciente sem travesseiro e sem levantar a cabeça pelo o menos por12 horas.

· Enquanto estiver semiconsciente, mantê-lo sem travesseiro com a cabeça voltada para o lado.

· Observar o gotejamento do soro e sangue- Observar estado geral e nível de consciência.

  • Observar continuamente o funcionamento adequado dos tubos de drenagem (drenos de Penrose ou tubulares), se houver, verificando volumes e demais características do material drenado, com especial atenção para o aparecimento de fezes no líquido drenado ou nas gazes de curativo (qualquer anormalidade deve ser comunicada ao cirurgião).

· Verificar o curativo colocado no local operado, se esta seco ou com sangue.

  • Manter o curativo fechado por 24 – 48 horas,
  • Na troca do curativo, lavar as mãos antes e depois do procedimento e utilizar técnica estéril. Usar apenas solução fisiológica, não estando indicadas à utilização de soluções alcoólicas ou iodadas, que podem irritar o local.

  • Manter o paciente internado o menos tempo possível, estimulando a mobilização.

  • Restringi-lo no leito com grades para evitar que caia,

  • Se estiver confuso, restringir os membros superiores para evitar que retire soro ou sondas,

· Observar sintomas como: palidez, sudorese, pele fria, lábios e unhas arroxeados, hemorragia, dificuldade respiratória e outros, porque podem ocorrer complicações respiratórias e circulatórias.

· Controlar, pulso, temperatura, respiração e pressão arterial.

· Fazer anotação na papeleta,

· Ler a prescrição medica, providenciando para que seja feita.

· Qualquer sintoma alarmante deve ser comunicado imediatamente.

· Os líquidos e alimentos por via oral são reiniciados quando forem tolerados.

Conclusão

Prognóstico

A maioria dos pacientes procura o pronto socorro dentro de 12 a 48 horas por causa da dor abdominal. Em casos muito raros, um baixo nível de inflamação pode persistir por vários dias antes do diagnóstico ser feito, especialmente em pacientes diabéticos, imunossuprimidos (pessoas com resistência imune baixa) e idosos.

Os pacientes que se submetem à cirurgia freqüentemente ficam no hospital durante dois ou três dias (se o apêndice não supurou). As pessoas que se submeteram a uma apendicectomia normalmente se curam completamente.

Em casos de apendicite supurada, a permanência no hospital é normalmente mais prolongada. Embora seja raro, uma pessoa pode morrer de apendicite se o apêndice supurou e espalhou a infecção para o abdome e para o sangue.

Considerações da enfermagem

Um dos cuidados é dar orientações ao cliente e a seus familiares é dar orientações que ajudaram após a alta, ou seja, quando este se encontrar em ambiente domiciliar.

Informar que poderá retomar todas as atividades normais dentro de duas a quatro semanas.

Devem ser dadas todas as instruções de rotina relativas a vigilância da ferida operatória que são:

Se estiver com sutura (pontos):

· Manter a ferida seca e limpa,

Se não estiver com o curativo,

· Deve-se lavar com soro fisiológico e secar suavemente com gaze estéril,

· Se molhar o curativo, troque-o, mas lembre-se que isto deve ser realizado com soro fisiológico cubra com gaze e coloque esparadrapo hipoalergênico e gaze estéril.

Após a retirada da sutura:

Depois de removidas as suturas, a ferida, embora pareça cicatrizada, ainda é sensível e deve continuar a cicatrizar por várias semanas. Por isso:

· Mantenha a linha de sutura limpa, não esfregue vigorosamente, seque apalpando as bordas da ferida que podem parecer vermelhas e estarem ligeiramente elevadas, isso é normal,

- Massageie delicadamente as bordas da ferida utilizando um óleo para bebê suave ou vaselina duas vezes ao dia,

- Se o local ainda permanecer vermelho, espesso e doloroso, e apresentar quaisquer sintomas indicativos de infecção como:

· Edema,

· Vermelhidão,

· Estrias vermelhas próximas da ferida,

· Pus drenagem ou odor fétido,

· Calafrios ou temperatura maior que 37,7.

Consulte seu médico o mais rapidamente possível.

· Mantenha a linha de sutura limpa, não esfregue vigorosamente, seque apalpando as bordas da ferida que podem parecer vermelhas e estarem ligeiramente elevadas, isso é normal,

· Evite exercícios vigorosos e levantamento de objetos pesados.

A apendicite é uma emergência, e requer atenção imediata. Em geral, quando o médico faz o diagnóstico de apendicite, a família acha que o doente não correrá risco algum, porém podem ocorrer complicações tanto no tratamento quanto no pós-operatório.

Para evitar o risco de uma apendicite supurada, deve-se procurar um pronto socorro imediatamente para ser avaliado por um cirurgião geral se a pessoa tiver sintomas de apendicite.

Resolução Cofen nº 191.

Dispõe sobre a forma da anotação e o uso do número da inscrição ou autorização, pelo pessoal da enfermagem.

O presidente do Cofen no uso das suas atribuições legais e cumprindo determinação do plenário na sua 245ª reunião ordinária realizada nos dias 30 e 31 de março de 1996.

Resolve:

Art.1° Diz: que as normas contidas nessa resolução devem ser adotadas pelas categorias compreendidas nos serviços de enfermagem.

Art.2°-Diz: que a anotação do número da inscrição dos profissionais do quadro um é feita da seguinte forma: A sigla Coren, seguida da sigla da unidade da federação onde está sediado o conselho regional, acompanhada do número da inscrição e todos os elementos devem ser separados por hífen.

Art.3° - Diz: Que a anotação do pessoal do quadro 2(dois) e 3 (três) é feita da seguinte forma: a sigla Coren, seguida da unidade da federação onde está sediado o conselho regional, seguida do número da inscrição da indicação da categoria, sendo separados por hífen.

Parágrafo único - São indicadas pelas seguintes siglas:

a- TE, para técnico em enfermagem.

b- AE, para auxiliar de enfermagem.

c- P, para parteira.

Art.4° Diz: Que a anotação do número da autorização é feita com a sigla AUT seguida da sigla da unidade da federação onde está sediado o conselho regional o número da autorização sendo separadas as siglas por barra e o número por hífen.

O parágrafo único diz que a categoria referida nesse artigo é o

atendente de enfermagem, é indicada pela sigla AT.

Art. 5º Diz que é obrigatório que conste o número da inscrição nos documentos relativos á:

1- Recebimentos de honorários decorrentes ao exercício profissional.

2-Em requerimentos ou qualquer petição dirigidos ás autoridades

(da autarquia ou em geral) em função de atividades profissionais.

3-Em todo o documento firmado quando do exercício profissional cumprindo outro artigo já existente o art.76 cap.4 do código de ética dos profissionais da enfermagem.

Art.6-Diz que os atos dos dirigentes do Cofen e Coren são excluídos dessa resolução por terem habilitação legal para exercerem seus cargos.

Art.7- Diz que os infratores serão advertidos verbalmente de acordo com o art.93 do código de ética dos profissionais da enfermagem.

Art.8 Diz que cabe aos Corens observar, divulgar, fiscalizar o cumprimento das normas contidas nessa resolução como também punir os infratores usando os termos da legislação em vigor.

Art.9 Diz que houve um prazo de 90 (noventa) dias para essa resolução entrar em vigor contando a partir da sua publicação na imprensa oficial revogando a resolução Cofen-36 e as demais disposições em contrário.

Anexo à resolução COFEN-191
Exemplo de anotação do Nº de INSCRIÇÃO e de AUTORIZAÇÃO
Inscritos
Quadro I - COREN-PR-1020
Quadro II - COREN-SC-987-TE
Quadro III - COREN-MG-756-AE / COREN-SP-98-P
Atendentes - AUT/COREN-RJ-352

Sendo, Os profissionais:

Do quadro 1 - Enfermeiro,

Do quadro 2 - Técnico de Enfermagem,

Do quadro 3 – Auxiliar de Enfermagem e Parteira.

Rio de Janeiro 02 de Agosto de 2007.